Projeto Crianças com Saúde e Alegria inicia ações voltadas à primeira infância na Amazônia

Experiência piloto está voltada às crianças de 0 a 6 anos e suas famílias de cinco comunidades da região da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns

Lançado nesta semana, o Projeto Crianças com Saúde e Alegria realizou a primeira oficina na última quarta-feira (27/01), na comunidade Carão, região da Resex Tapajós Arapiuns. O encontro destacou a temática “Ser criança na Amazônia” e contou com a participação de grávidas, famílias de menores de 6 anos, ACS, técnicos, enfermeiros, professores da primeira infância, gestores e lideranças locais. Durante a dinâmica, os participantes foram convidados a refletir temas necessários ao desenvolvimento das crianças, ressaltou a assistente social do PSA, Ananda Pacheco: “Em uma palavra eles escreveram palavras como educação, saúde, união familiar, amor, atenção, alimentação para que elas se desenvolvessem de forma saudável. Surgiram várias reflexões. Nesse momento o objetivo da equipe foi observar qual a percepção que eles têm da estrutura que uma criança tem que ter para crescer saudável e que políticas públicas a comunidade tem acesso” – conta.

A iniciativa busca promover o desenvolvimento saudável da primeira infância nas comunidades da bacia do Rio Tapajós, diminuindo doenças, favorecendo o crescimento e desenvolvimento, estimulando o aprendizado e o fortalecimento de vínculos familiares. Nesta fase piloto, contempla as comunidades Carão, Solimões, Vista Alegre, Pedra Branca e Anumã.

Primeira ação do Projeto Crianças com Saúde e Alegria foi realizado na comunidade Carão. Fotos: Elis Lucien/PSA.

“A gente sempre fala que as crianças são o futuro do nosso país, que essas crianças amanhã vão ter um papel importante, mas a gente tem que considerar que elas existem agora, hoje. É fundamental que a gente garanta os direitos para que elas possam crescer e se desenvolver de forma saudável” – contou o coordenador de Comunicação e Educação do PSA, Fábio Pena.

O projeto atua especialmente na faixa etária da primeira infância que vai dos 0 aos 6 anos, incluindo também o acompanhamento de mulheres grávidas. Nesta etapa o projeto está voltado para mobilizar as comunidades e para realizar um diagnóstico sobre a realidade da primeira infância. “É muito necessário. Todos saem agradecidos pelas práticas que foram discutidas aqui”, avaliou o Agente Comunitário de Saúde Alex Tufi Corrêa. Para Joelma Lopes, moradora da Reserva, o projeto supre a necessidade de fortalecer os cuidados com o público infantil nas comunidades: ‘Eu tenho netos pequenos que precisam de cuidado. Esse conhecimento pra mim foi rico de conhecimento. A gente acha que conhece muito, mas sempre aprende algo novo”.

Durante os encontros, técnicos e educadores do projeto estão identificando a situação das cinco comunidades, como os pais cuidam dos seus filhos, práticas de higiene, saúde, alimentação, serviços que são e não são realizados nas regiões e os motivos, para mapear as condições para a primeira infância nos territórios. “Esse é um trabalho de fortalecimento de capacidades de atores locais que têm capacidade de lidar com esse tema nas comunidades, como os ACS, para apoiá-los nos seus trabalhos, nas escolas, com professores” – acrescentou Pena.

Após o diagnóstico, serão lançadas campanhas de educação e prevenção. O projeto conta com o apoio da Porticus – uma organização internacional que administra e desenvolve os programas filantrópicos, lutando por um futuro justo e sustentável, onde a dignidade humana possa florescer.

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