Saúde Comunitária

Saúde, alegria do corpo. Alegria, saúde da alma. O conceito simboliza a compreensão da saúde de forma ampla, ligada ao bem-estar não apenas físico, mas também social, emocional e ambiental. O Projeto Saúde e Alegria (PSA) procura somar esforços às políticas públicas para assegurar o direito à saúde e reduzir os níveis de exclusão das comunidades amazônicas, tornando serviços assistenciais e do campo da atenção básica mais acessíveis, com forte viés de prevenção e educação, e utilizando a arte e o lúdico para a promoção da saúde & alegria como método de atuação.

Quando o PSA começou a atuar no oeste do Pará, em meados da década de 1980, encontrou uma situação drástica: altas taxas de mortalidade materno-infantil, crianças morrendo de simples diarreia por beberem água sem tratamento, direto dos rios, e ausência de condições mínimas de saneamento. Por viverem em locais isolados, os pacientes tinham de ir às cidades mais próximas para enfrentar longas filas de espera, serviços insuficientes e custos de estadia de que não dispunham. Doenças primárias e simples, por falta de ações básicas e preventivas nas comunidades, acabavam por se agravar e levar a um quadro emergencial de saúde na região.

Assim, em 1987 o PSA iniciou seu trabalho com o atendimento e a educação para combate e prevenção de doenças primárias. Nessa primeira fase, o foco foi a promoção do direito à saúde, com formação de agentes multiplicadores e capacitação de parteiras; implantação de tecnologias de saneamento básico; ampliação da vacinação; campanhas e mutirões; e ações lúdicas-educativas por meio do Circo Mocorongo. Além disso, foram criadas Comissões Locais Integradas de Saúde (CLIS) para que as próprias comunidades participassem da gestão das atividades.

Com essa forte atuação nos campos preventivo, educativo e de saneamento básico, que ajuda a diminuir principalmente os indicadores de mortalidade infantil, restava o desafio de encontrar um modelo de atendimento médico inclusivo para essas populações rurais, isoladas dos centros urbanos. Foi então que, a partir de 2006, o PSA trabalhou na implementação do modelo de barco-hospital para o atendimento regular à populações ribeirinhas, levando o Programa de Saúde da Família, do Sistema Único de Saúde (SUS) até as comunidades.

Atualmente, o PSA direciona sua atuação em duas frentes: atenção básica em saúde e o saneamento básico, ambas envolvendo educação e prevenção:

Modelo Abaré

Construção de um padrão de atendimento primário adaptado à realidade amazônica, com dois navios-hospitais (Abaré e Abaré II) que tornaram realidade o Programa Saúde da Família Fluvial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo de saúde pública está sendo replicado, com suporte técnico do PSA, em outros municípios das regiões Norte e Centro-Oeste do país, nos quais 64 barcos que já começam a entrar em operação

Água e Saneamento

Diretamente relacionado às condições de saúde e à qualidade de vida da população, o acesso à água potável tem sido um dos focos do trabalho do PSA. O programa realiza a implantação de sistemas independentes de tratamento e abastecimento de água, construídos e geridos pelas próprias comunidades. Atualmente, a tecnologia híbrida gera economia e reduz o impacto ambiental graças ao uso da energia solar.

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