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Executado pelo Saúde e Alegria e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares e financiado pela União Europeia, O projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta visa fortalecer uma economia sustentável de base comunitária, com negócios que valorizem a Floresta em Pé.

Apesar da região Oeste do Estado do Pará ainda possuir grande área de floresta reservada, há uma enorme pressão e aumento nos índices de desmatamento na região devido a pecuária extensiva, agronegócio, garimpo e extração ilegal de madeira. Essa economia exploratória e ilegal não tem melhorado as condições de vida dos povos que vivem na e da floresta.

Para isso, é necessário aumentar a capacidade empreendedora das organizações de base comunitária, que em geral apresentam carências no planejamento, na gestão, administração, comunicação e tomadas de decisão sobre seus negócios. O projeto implementa ações como o curso de aprimoramento na gestão e governança de cooperativas e associações, através de um curso aprofundado de dois anos.

É formado por um Conselho Executivo composto por representantes das instituições proponentes e, um Conselho Consultivo formado por representantes das cooperativas e associações beneficiárias, entidades públicas e privadas envolvidas no projeto. Atualmente o Conselho Consultivo é formado pelas organizações:

Federação da Flona do Tapajós; Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais – AMTR; Federação das Organizações Quilombolas de Santarém- FOQS; Conselho Nacional dos Seringueiros; Federação de Moradores do Eixo Forte- FAMCEF; Movimento pela Soberania popular na Mineração- MAM; Grupo de Defesa da Amazônia- GDA; Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista da Gleba Lago Grande- FEAGLE; Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente- SAPOPEMA; Cooperativa Agroextrativista do Oeste do Pará- ACOSPER; Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras Rurais de Mojui dos Campos; Associação dos Produtores Rurais de Santarém – APRUSAN; Cooperativa da Agricultura Familiar de Mojui dos Campos – COOFAM; Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Aveiro; Centro de Estudos, Pesquisas e Formação dos trabalhadores do Baixo-amazonas- CEFT- BAM; Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta- TURIART; Casa Familiar Rural de Santarém- CFR; Conselho Indígena Munduruku de Belterra; Associação dos Produtores Rurais de Anã –Apronã; Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Município de Belterra- AMABELA; CITUPI- Conselho Indígena Tupinambá; Associação de Moradores Agroextrativistas e Indígenas do Tapajós- AMPRAVAT; Cooperativa Agroextrativista de Surucuá- COOPRASU; Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns- CITA; STTR de Belterra; Cooperativa de Pescadores e Produtores Rurais da Região do Urucurituba- COOPRUVAS.

Localização das ações:
comunidades dos municípios de Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Aveiro.

Duração:
2022 – 2025

Realização:
EXECUÇÃO: Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental – CEAPS
CO-EXECUÇÃO: Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Município de Santarém-Pará
Financiadores: União Europeia

Principais atividades/áreas do projeto

Diagnóstico de Cooperativas e Associações

Acesso a conectividade e capacitação em ferramentas digitais

Modelagem de negócios

Apoio a Empreendimentos da Sociobiodiversidade

Curso de Gestão e Governança de Cooperativas e Associações

O Curso de Gestão e Governança de Cooperativas e Associações tem como proposta olhar para os principais desafios das organizações de base comunitária do oeste do Estado do Pará e trabalhá-los de forma conjunta. Um dos maiores gargalos para viabilizar e prosperar os negócios comunitários é a gestão, administração e governança das organizações, também é necessário compreender os fundamentos do cooperativismo. E esta educação cooperativista necessita ser empreendedora e financeira, fomentando processos e práticas que promovam empoderamento e criem menos dependência externa.

O curso terá a duração de dois anos, as pessoas beneficiárias serão dos quadros técnicos e administrativos, bem como conselheiros e conselheiras de cooperativas, associações e outras organizações de apoio parceiras. Tendo como público prioritário jovens e mulheres. O conteúdo será organizado com foco na criação e gestão do conhecimento, com momentos presenciais e a distância, entre teoria e práticas que serão aplicadas em cada organização, estimulando a participação ativa, despertando a capacidade de análise e de reflexão crítica diante dos cenários e desafios.

Etapas para elaboração do Curso

1.  Diagnóstico das Organizações.

2.  Qualificação do diagnóstico e do perfil organizacional.
Execução de 4 oficinas para qualificação, levantamento e mapeamento das demandas das cooperativas e associações envolvidas no programa. Serão analisados os diagnósticos aplicados de forma a levantar as principais demandas de educação e capacitação cooperativista assim como aprofundar dados que possam prospectar demandas claras de organização, gestão, governança e negócios das Cooperativas participantes.

3.  Composição de parcerias e de Núcleo de Educação e Capacitação.
Objetivo: Constituir um núcleo pedagógico permanente de educação cooperativista e associativista que envolvam parceiros locais, universidades e organizações do terceiro setor do estado do Pará e que qualifiquem as linhas de ação do programa e certificação dos educandos. Serão realizadas reuniões Estaduais com Instituições de Ensino Superior, Universidades, Institutos, Organizações Não Governamentais, Agências de Desenvolvimento e outros.

4.  Desenvolver o programa, conteúdos e abordagens.
Prevê a construção de metodologias, processos de educação cooperativista e associativista, bem como mecanismos de avaliação e certificação. Neste marco crítico o núcleo pedagógico do Programa realizará agendas e atividades para construir o Projeto Político Pedagógico do Curso, com o objetivo de qualificar as emendas e conteúdos dos materiais e cartilhas das fases de formação presentes no projeto. Resultado – Elaboração do Projeto Político Pedagógico, emenda dos materiais, cadernos pedagógicos e subsídios formativos previstos no programa.

Parceiros e Organizações Envolvidas

 Projeto Saúde e Alegria
 Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém
 UNICAFES ( União Nacional de Cooperativas de Agricultura familiar e Economia Solidária)
 Organizações presentes no Conselho Consultivo do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta

Notícias

MUlheres Empreendedoras da Floresta

Projeto mulheres empreendedoras da floresta inicia atividades em Santarém

Agricultoras e agroextrativistas do Oeste do Pará se firmaram como referência na produção de alimentos orgânicos na região. Um projeto lançado pelo Saúde e Alegria e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares e financiado pela União Europeia, …

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Mulheres Empreendedoras da Floresta

Capacitar e empoderar principalmente mulheres e jovens na gestão de negócios da sociobiodiversidade.

“PSA gera apoio, renda, bem estar e qualidade de vida às comunidades” - Ari Batista

Ajudar a cultivar e fazer a terra dar bons frutos. Um trabalho diário com comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns tem mudado a realidade de muitas famílias, que encontraram no desenvolvimento sustentável e aproveitamento econômico de produtos extrativistas o fomento à renda e a subsistência.

A busca pelos melhores resultados é acompanhada por equipes técnicas do Centro Experimental Floresta Ativa - CEFA, na comunidade Carão. Entre os colaboradores está Ari Batista. Nascido em Santarém, o assistente técnico conhece de perto a realidade dos povos tradicionais e comunidades que ficam às margens dos rios da região.

A história de Ari com o Projeto Saúde e Alegria é como as sementes que ele ajuda a germinar nas estufas do CEFA. Aos poucos, sendo regada e sob condições favoráveis, se tornou um destaque em meio a floresta.

Os primeiros trabalhos foram desenvolvidos ainda em 1994, quando um amigo que já trabalhava no PSA convidou Ari para conhecer as ações do projeto. Engajado com as comunidades, ele iniciou os serviços na assistência técnica, principalmente para contribuir com a redução dos índices de desmatamento na região. À época, a equipe era formada por seis funcionários e quatro profissionais de trabalho de campo na assistência.

Leia a reportagem no link na bio 📲

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Eu sou Saúde e Alegria é um podcast com histórias de pessoas que lutam pela cidadania e pela floresta em pé em comunidades da Amazônia paraense. Uma campanha em comemoração aos 36 anos do PSA.

Os episódios em vídeo são lançados toda sexta-feira às 10h.

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Texto: @geovanebrit0
Captura e edição: @priscilatapajowara
Coordenação editorial: @bonfimsamela
Coordenação Geral: @fabinhopena
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O boletim semanal do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta destaca a semana de atividades da iniciativa que se prepara para uma nova fase: a estruturação de um núcleo pedagógico. Ouça a reportagem do Alô Comunidade 📻 ...

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