Organizações se unem para distribuir filtros de nanotecnologia para tratar água em comunidades da Amazônia 

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Mais de seis mil famílias estão sendo atendidas com filtros que tratam a água superficial de rios, igarapés e cacimbas

Desde 2022 o Projeto Saúde e Alegria e Water is Life se juntaram para viabilizar o acesso à água potável em regiões vulneráveis da Amazônia que enfrentam dificuldades para acessar água potável, mesmo estando na maior bacia hidrográfica do planeta. O consumo de água não tratada impacta a saúde das comunidades. No Dia Mundial da Água, lembrado neste 22 de março, o Projeto Saúde e Alegria (PSA) destaca a estratégia desenvolvida em parceria com a organização Water is Life para ampliar o acesso à água segura.

Em três anos, a distribuição de filtros de nanotecnologia possibilitou o tratamento de águas superficiais de rios, igarapés e cacimbas para aproximadamente 6.200 famílias para mitigar os efeitos da falta de saneamento básico na região e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos.

“É uma solução de baixo-custo, que traz resultados imediatos, como a redução das doenças de veiculação hídrica e diarreias, maior causa da mortalidade infantil na nossa região. E são investimentos que se pagam ao diminuir os gastos de saúde com doenças evitáveis”, explica Jussara Salgado, coordenadora do Programa de Infraestrutura Comunitária do PSA.

Em 2024, os filtros foram utilizados durante a seca na Amazônia e as enchentes no Rio Grande do Sul, contribuindo para garantir água potável. O Ministério da Saúde reconheceu a eficácia desses dispositivos no tratamento da água para consumo humano, especialmente na região Norte. A distribuição ocorreu nas seguintes etapas:

  • 2022 – 300 filtros na Várzea de Santarém;
  • 2024 – 600 filtros para comunidades Munduruku em Itaituba e Jacareacanga;
  • 2024 – 300 filtros na Ilha do Combu;
  • 2024/2025 – 5.000 filtros em Santarém, Alenquer, Óbidos, Oriximiná, Aveiro e comunidades do estado de Rondônia (em andamento).

Os filtros são adaptados a diferentes tecnologias: mochilas, baldes, canudos e filtros coletivos. A tecnologia é considerada um dispositivo eficaz para o acesso à água potável nesses territórios, que sofrem impactados pela seca na região.

“Na comunidade Pinduri, nós dependemos da água do Rio Amazonas. É tudo quanto a poluição tem caído na água, e nós não temos água encanada pra usar. Com esses filtros, com certeza vamos ter uma melhora grande. Principalmente para evitar diarreias, vômitos nas crianças” – moradora da Comunidade de Pinduri, Maria Cristina.

“A maior dificuldade que enfrentamos é com a água, está muito suja. O filtro vai ajudar bastante a gente a ter uma água potável, uma água melhor” – liderança do Quilombo Surubiu-Açu, Daniele dos Santos.

A ação é resultado de uma soma de esforços de diversas organizações, movimentos sociais e doadores.  Além do PSA e Water is Life, Sapopema, Cita, Tapajoara, Feagle, STTR, Colônia dos pescadores Z-20, Brigada de Alter, FOQS, Bem-Te-Vi, Coca Cola Brasil, Santander Brasil, Fundo Casa Socioambiental, VAC Brasil, Doe Bem, KAS Brasil, Natura, Toyota, ASBZ Advogados, Fundación Avina, e Fundacion ITURRI.

Como contribuir

A campanha @doebem arrecada recursos para ampliar a distribuição dos filtros em comunidades vulneráveis, em 2025 a meta é chegar em 10 mil filtros entregues. As doações são destinadas à aquisição e entrega dos dispositivos.

No Dia Mundial da Água, a iniciativa reforça a importância do acesso à água potável como um direito básico e essencial para a saúde das populações ribeirinhas.

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