Projeto Saúde e Alegria e Fundação do Banco do Brasil anunciam parceria para fortalecer saúde na Amazônia

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Iniciativa prevê estruturação de Unidades Básicas de Saúde ribeirinhas e indígenas de quatro municípios do Pará com equipamentos, infraestrutura e capacitação 

O Projeto Saúde e Alegria (PSA), e a Fundação Banco do Brasil, realizaram a solenidade de lançamento de um projeto de apoio à saúde ribeirinha. Com o aporte de recursos da Fundação, o “Kit UBS da Floresta”, vai aprimorar o atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em áreas remotas da Amazônia. A ação combina infraestrutura, tecnologia e capacitação de profissionais, com foco em comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

O projeto começou com visitas técnicas para diagnóstico estrutural das unidades. Em seguida, serão realizadas pequenas reformas e a instalação de sistemas de energia solar, internet via satélite e equipamentos médicos essenciais, como autoclaves, oxímetros, nebulizadores e eletrocardiogramas digitais. A energia solar híbrida garantirá funcionamento contínuo de geladeiras de vacinas, um avanço crítico para regiões onde imunizantes são transportados em isopores. “Às vezes, podem parecer simples, mas são essenciais para o cuidado da saúde da população”, explica Matheus Waimer, assistente de gestão do PSA. 

Além da infraestrutura, agentes de saúde receberão kits portáteis com itens como balanças digitais, termômetros infravermelhos e mochilas impermeáveis. “Vamos equipar UBSs e UBSIs em terras indígenas, quilombolas e ribeirinhas. A energia solar garante 24 horas de energia para a geladeira de vacina. Com isso, evitamos que estraguem no transporte”, detalha Waimer, destacando que o projeto também inclui internet para telemedicina: “Se o médico não estiver lá, a população pode ser atendida remotamente”.

A capacitação dos profissionais abordará temas como pré-natal, doenças crônicas e uso de equipamentos. “Prevê-se a qualificação da saúde e a implementação dessas tecnologias em 12 unidades de Santarém”, afirma Adriana Pontes, coordenadora administrativa do PSA. O cronograma, com duração de 24 meses, já está em execução e abrange regiões do Tapajós e Marajó, incluindo municípios como Santarém, Itaituba, Curralinho e Salvaterra.

UBSI Waro Apompõ no Alto Tapajós equipada com energia solar. Foto: arquivo PSA.

Para Alex Aguiar, gerente geral do Banco do Brasil em Santarém, a iniciativa reflete o compromisso da instituição com a sustentabilidade. “Através de tecnologias sociais, melhoramos a qualidade de vida. O Banco do Brasil não faz apenas negócios financeiros, mas expande sua atuação em prol das comunidades”, afirma.

A governança do projeto inclui comitês gestores locais, responsáveis por monitorar ações e articular parcerias. Indicadores de saúde serão qualificados por meio de uma plataforma digital, e um guia de políticas para áreas remotas será produzido. Eventos de inauguração das unidades reformadas terão atividades culturais e de mobilização social, reforçando o vínculo entre comunidades e o SUS.

Equipe iniciou instalações de internet em aldeias do Alto Tapajós.

A solenidade de lançamento foi realizada na última terça-feira (04/02) na agência do Banco do Brasil em Santarém e contou com a presença de funcionários da estatal e colaboradores do PSA.

Sobre a Fundação BB

Há 39 anos, a Fundação Banco do Brasil busca inspirar cada brasileiro a se tornar um agente de transformação da sociedade. A instituição acredita na força do coletivo para encontrar soluções viáveis na superação dos desafios e promoção do desenvolvimento sustentável, sendo a principal gestora dos projetos socioambientais apoiados por meio do Investimento Social Privado – ISP do BB e de parceiros. Nos últimos 10 anos, foram investidos R$ 2,7 bilhões em 10 mil iniciativas que impactaram positivamente a vida de 6,8 milhões de pessoas de 3.400 municípios.

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