Pajurá, Rosário e São Tomé receberam novas tecnologias de acesso à água no Tapajós
O Projeto Saúde e Alegria (PSA) realizou mais uma entrega do Programa Cisternas na região do Tapajós, contemplando as comunidades Rosário, Pajurá e São Tomé. Ao todo, 101 famílias foram atendidas com sistemas de captação e armazenamento de água da chuva e poços, além de banheiros com fossas. As ações fazem parte de uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), realizada pelo PSA em parceria com organizações locais como Tapajoara e CITA e execução da SOMECDH.
As tecnologias entregues são voltadas à segurança hídrica e à autonomia comunitária, garantindo água para o consumo humano e para atividades produtivas. Esta é a segunda vez que o programa é implementado na região.
Na Aldeia Pajurá, onde 36 famílias foram beneficiadas, lideranças destacaram o processo de articulação que viabilizou a chegada do projeto. O cacique Raimundo Tupinambá lembrou que o acesso à água sempre foi uma preocupação do coletivo. “Água é vida, né? A gente pode ter tudo na vida, mas não tendo água a gente não é nada. O povo tá feliz, graças a Deus. Hoje estão todos com água, caixas cheias, tomando banho no banheiro deles”, afirmou.
A agente de saúde Cleusiney Vieira reforçou a importância do acesso à água potável para a saúde da comunidade. “Hoje nós temos uma água que vai estar sendo para nós já um presente, porque a água que nós usávamos do rio, hoje em dia, se você for fazer a análise nela, não é mais aquela água como ela era antes. Que hoje é muito contaminada de várias coisas”, relatou.
Na comunidade de Rosário, onde 22 famílias foram contempladas, a comunitária Maria Lucilene destacou o envolvimento das famílias para garantir que o projeto permanecesse na pauta de prioridades. “Foi uma luta, foi uma guerra, uma guerra mesmo, sabe? Vontade de querer ter hoje o que a gente está recebendo hoje. Eu já estou feliz que vou entregar para quem for receber”.

Com 43 famílias atendidas, a comunidade de São Tomé também integrou o conjunto de entregas recentes. Os novos sistemas garantem que mais famílias tenham acesso a água de qualidade, fortalecendo a autonomia comunitária na gestão dos recursos hídricos. Cornélio Fernando, morador da comunidade lembrou das duas secas históricas dos anos de 2023 e 2024. Com água na torneira, ele espera enfrentar o efeito das mudanças climáticas de forma diferente: “esse projeto ele trouxe assim uma uma uma melhoria melhor para nós, regaçar as nossas plantas, é, para a gente tomar o nosso banho, beber nossa água potável, muito boa mesmo. É, agora vai chegar o verão, né? E pelo que a gente espera é que a seca ainda continue aquela seca, né, que tem vindo nos últimos anos. Mas agora vai ser um pouco diferente”.
O Programa Cisternas no Tapajós contempla, ao todo, 744 famílias em aproximadamente 20 comunidades e aldeias. A execução conta com o apoio de equipes locais e organizações parceiras, fortalecendo ações de infraestrutura comunitária e promovendo condições básicas para saúde, produção e qualidade de vida nas comunidades atendidas.
“As tecnologias sociais do Cisternas estão relacionadas às ações de adaptação climática que o Projeto Saúde e Alegria vem desenvolvendo nos territórios. As comunidades assistidas foram impactadas nos anos anteriores pelas secas recordes registradas na bacia do Rio Tapajós, que resultaram em situação de insegurança hídrica e alimentar. Com o avanço do Programa, as famílias têm melhores condições de captação, tratamento, armazenamento e distribuição de água potável, além de acessar instalações sanitárias adequadas, limpas e seguras” – Jussara Salgado, coordenadora de Infraestrutura Comunitária.
Fotos: João Albuquerque/PSA.















