O Projeto Saúde e Alegria realizou mais um treinamento voltado para colaboradores e prestadores de serviços com o objetivo de fortalecer a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (PSEA). A iniciativa busca garantir que todos os envolvidos com a organização compreendam seus deveres na prevenção, identificação e encaminhamento de situações de violência contra crianças e adolescentes.
A assistente social do PSA, Efraína Barbosa, ressaltou que o trabalho é contínuo e envolve toda a rede de atuação. “Nós estamos no segundo treinamento do PSEA, que é uma política que o Projeto Saúde e Alegria tem de enfrentamento com tolerância zero para o abuso e para exploração sexual de crianças e adolescentes no nosso território”, explicou.
Ela destacou que o conhecimento da política é essencial para que todos saibam como agir em casos de suspeita ou denúncia. “Se os nossos funcionários ou prestadores de serviço presenciarem qualquer tipo de violência, eles podem e devem fazer a denúncia. Temos um canal de ouvidoria dentro da organização e também acionamos a rede de proteção através do Disque 100 e dos conselhos tutelares”, disse.
A psicóloga social Carise Pedroso reforçou a importância da formação dentro das instituições que atuam em contextos comunitários. “É muito importante para que os funcionários e colaboradores entendam como lidar com situações de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Oficinas como essa ajudam a orientar o trabalho no dia a dia”, afirmou.

A coordenadora administrativa do PSA, Cynthia Nigro, explicou que o treinamento foi estruturado para alcançar todos os setores da instituição. “Desenvolvemos o treinamento em dois momentos, no começo de setembro e no começo de outubro, para contemplar todos os funcionários e prestadores de serviços terceirizados. Com isso, estamos consolidando internamente a aplicação da política”, disse.
Para os jovens em formação, o processo também se torna uma oportunidade de aprendizado profissional. O estagiário de pedagogia Orlean Pimentel avaliou que a oficina amplia sua compreensão sobre a legislação de proteção à infância. “Para mim, como futuro pedagogo, é muito importante aprender desde já como se comportar em determinadas situações. A oficina mostra como agir em ambientes de trabalho, na cidade, nas comunidades ou mesmo em espaços de lazer, onde muitas vezes não sabemos como reagir diante de casos de violência”, comentou.
O PSA mantém o compromisso de garantir que a proteção de crianças e adolescentes seja responsabilidade compartilhada entre colaboradores, prestadores e toda a sociedade. Como lembrou Efraína Barbosa, esse dever está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. “É um dever da família, do Estado e da sociedade geral proteger a criança e o adolescente. A nossa política interna deixa claro que temos tolerância zero e que qualquer caso será apurado e encaminhado aos órgãos competentes”, concluiu.
Proteja nossas crianças e adolescentes
As denúncias enviadas para o Projeto Saúde e Alegria são recebidas pela Ouvidoria e pelo Comitê de Gênero e Diversidade, que realizam uma triagem inicial das informações e asseguram o sigilo e a confidencialidade.
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📞 DISK 100
🏛️ Conselho Tutelar 3






