Estudantes de medicina da UFOPA participam de imersão sobre saúde comunitária na Amazônia

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Vinte estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) participaram de atividade formativa no Projeto Saúde e Alegria (PSA), em Santarém, voltada à aproximação com a realidade de saúde das populações amazônicas

No último sábado (28/06), estudantes do curso de Medicina UFOPA participaram da segunda edição da vivência Entre Rios e Saberes, realizada na sede do Projeto Saúde e Alegria (PSA), em Santarém. A atividade promoveu o encontro entre os acadêmicos e representantes de organizações comunitárias, instituições públicas e profissionais de saúde que atuam na região, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre os desafios da saúde nos territórios amazônicos.

A programação iniciou com um momento de acolhida e apresentação entre os participantes, seguido da contextualização sobre o território de atuação do PSA e seus projetos, incluindo o Projeto Afluentes, voltado ao fortalecimento da atenção primária à saúde de gestantes e pessoas com hipertensão.

Sônia Bonici, coordenadora do Programa de Saúde Comunitária do PSA, destacou que a imersão busca contribuir para a formação de profissionais comprometidos com a realidade local. “Nós estamos aqui reunidos no Projeto Saúde e Alegria, recebendo um grupo de estudantes de medicina, com propósito de conversar com eles e apresentar um pouco mais da nossa realidade amazônica. Como é que essas populações vivem, quais são as necessidades de saúde, como é que eles, estudantes, podem evoluir como profissionais voltados para essa população, para a cultura existente aqui, para as dificuldades de acesso para os benefícios e para os desafios existentes.”

Durante a manhã, lideranças e representantes de instituições participaram da roda de conversa “Saúde e Território”, com contribuições de agentes comunitários de saúde e organizações locais. A proposta foi apresentar aos estudantes aspectos do trabalho em saúde no contexto das populações ribeirinhas e indígenas da região.

A enfermeira Leana Aquino, consultora do Projeto Afluentes pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), explicou o papel da tecnologia no fortalecimento da comunicação entre os serviços de saúde e os usuários. “A mensageria é uma forma de comunicação e de elo entre a equipe de saúde e entre os usuários que estão ali no sistema, de hipertensos, de usuários do pré-natal. Então é conseguir de alguma forma fazer com que a saúde chegue de uma forma mais tecnológica com esse usuário. É conversar com ele, é dar orientações, promover esse autocuidado.”

No turno da tarde, os participantes interagiram por meio de dinâmicas, jogos e rodas de conversa. A programação incluiu a aplicação do jogo “Os mistérios da cobra grande”, com reflexões sobre saúde e meio ambiente, além da oficina sobre comunicação como ferramenta política, e a atividade “árvore dos desafios e soluções”, com construção coletiva de estratégias para enfrentar os problemas identificados.

A professora Janaína Vasconcelos, docente da UFOPA no curso de Medicina, explicou o papel da atividade no processo formativo. “Estar aqui no PSA junto com lideranças, com pessoas que representam as comunidades ribeirinhas, as comunidades indígenas é essencial na formação dos alunos desde o início. Então são alunos do primeiro semestre de medicina, que já estão ouvindo sobre quais são as dificuldades, quais são os desafios, como que é a medicina tradicional.”

Para a estudante Letícia Sena, a experiência ampliou o olhar sobre o território e a forma de comunicar com as populações. “Foi muito bacana na apresentação do Projeto Saúde e Alegria que além de fornecer saúde, educação e saúde, eles também capacitam. Eu achei muito interessante a parte de infraestrutura, sobre a nanotecnologia no tratamento da água. […] É muito importante a gente já ir ao longo do curso com uma mentalidade de que tem um povo que precisa ser atendido, que a gente precisa ter uma linguagem mais coloquial, mais que eles vão entender.”

A ação integra uma das linhas de ação do Projeto Afluentes, realizado pelo IEPS com parceria técnica do Projeto Saúde e Alegria, Impulsiogov, parceria do BNDES, UMANE, gestão de parceria do IDIS e apoio do Arapyaú e Uma Concentração pela Amazônia.

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