Projeto KIT UBS da Floresta inicia atividades em comunidades do Oeste do Pará e Marajó 

Compartilhe essa notícia com seus amigos!

Focado em estrutura e qualificação da saúde, o projeto piloto será desenvolvido junto aos povos e populações tradicionais de Santarém, Itaituba, Salvaterra e Curralinho  

Assegurar atendimento médico com garantia e com tempo de resposta rápida, este é o objetivo do projeto desenvolvido pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) e Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) a partir do aporte financeiro da Fundação Banco do Brasil, que possibilitará infraestrutura, tecnologia e capacitação para fortalecer a saúde primária em Santarém, Itaituba, Jacareacanga e nos municípios de Curralinho e Salvaterra, na região do Marajó.

O  Kit UBS da Floresta, contemplará povos e populações tradicionais que residem em áreas remotas. Para a agente comunitária de saúde de Vila Boim, no médio Tapajós, o projeto em parceria com a Secretaria de Saúde de Santarém trará mais qualidade para o atendimento, fortalecendo uma das principais demandas da comunidade, o fornecimento de energia elétrica.

“Estou muito feliz com este novo projeto que vai trazer muitos benefícios para a nossa comunidade. A energia elétrica é fundamental para a continuidade dos nossos serviços e para podermos socorrer as pessoas a qualquer momento. A questão da vacinação, que já era uma demanda nossa, também será contemplada. Estamos bastante otimistas com o que este projeto trará para a nossa comunidade”, externou a ACS.

Dentro do projeto, além da instalação de energia solar off-grid e híbrida (solar-diesel), as UBS’s, segundo diagnóstico e levantamentos técnicos, poderão ser contempladas com fornecimento de internet via satélite, por meio da parceria com o Conexões Povos da Floresta, equipamentos médicos, kits para os ACS, treinamento profissional e capacitações em saúde ao longo da sua execução e acompanhamento para melhoria dos indicadores do Previne Brasil.

A melhoria dos indicadores de saúde, como pré-natal, PCCU, hipertensão, diabete e cobertura vacinal das crianças menores de um ano é um objetivo central. Outro ponto forte do projeto é a participação ativa das comunidades, que será garantida pela criação de comitês locais e regionais, que terão a importante função de monitorar as ações e articular parcerias.

Visita à UBS do bairro Alto em Salvaterra.

Gabriela Portal, secretária de Saúde de Salvaterra, avalia o projeto como uma ação que “vem pra melhorar o atendimento da população a partir da estruturação das unidades”. Gabriela também afirma que acredita que a o início projeto no município “vai trazer grandes benefícios pra nossa população onde, não só o usuário, mas todo o nosso município de Salvaterra tem a ganhar”

As ações representam a ampliação da atuação do PSA para levar saúde de qualidade com tempo de resposta rápido para as comunidades tradicionais do Pará, utilizando energia solar e tecnologia sociais como ferramentas de transformação social e bem-estar aos povos e populações tradicionais da Amazônia em comunidades remotas e de extrema vulnerabilidade social.

“Identificamos as dificuldades das UBSs na nossa região, como falta de equipamentos e condições de atendimento. Por isso, propusemos um projeto à Fundação Banco do Brasil para equipar essas unidades, apoiar os profissionais de saúde e melhorar a qualidade do atendimento. Este trabalho será feito em conjunto com as secretarias de saúde e com controle social dos movimentos locais, garantindo transparência e a efetividade do projeto e esperamos ver uma melhora significativa na situação das UBSs”, enfatizou Eugênio Scannavino Netto, coordenador do Programa Saúde na Floresta e fundador do PSA.

Formação dos comitês

O engajamento e a participação dos representantes de instituições da sociedade civil organizada é uma estratégia fundamental para garantir o desenvolvimento a partir das necessidades das populações. Para isso foram criados comitês compostos pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), Federação das Associações de Moradores e Comunidades Assentamento Agroextrativista da Gleba Lago Grande (FEAGLE), Universidade Estadual do Pará (Uepa), Malungu, Observatório Marajó, GTA, secretarias municipais de saúde de Santarém, Itaituba, Salvaterra e Curralinho, Sespa, CNS, Projeto Saúde e Alegria e IEPS, que, juntos, integram o Comitê Regional de Acompanhamento do Projeto.

Texto e fotos: Martha Costa/PSA

Compartilhe essa notícia com seus amigos!

Deixe um comentário

Rolar para cima