Treinamento fortalece compromisso do PSA contra exploração e abuso sexual

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Capacitação realizada no auditório central reuniu equipe e prestadores de serviço para aprofundar práticas de prevenção, proteção e resposta

No dia 2 de setembro, o auditório do Projeto Saúde e Alegria recebeu mais uma etapa de capacitação sobre a Política de Prevenção e Enfrentamento à Exploração e Abuso Sexual (PSEA). O encontro reuniu equipe e prestadores de serviço para aprofundar práticas de prevenção, proteção e resposta a casos de violência. O PSEA nasceu no âmbito das Nações Unidas e hoje é referência para instituições que atuam em áreas humanitárias e sociais. “O objetivo é proteger crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade contra qualquer forma de assédio, exploração ou abuso sexual”, afirmou Adriana Pontes, coordenadora jurídica do PSA.

Segundo ela, no PSA a política ganhou força a partir da parceria com o UNICEF, que adota tolerância zero para esses crimes. A instituição passou a incorporar o PSEA em diferentes frentes: código de ética, cláusulas em contratos, canais de denúncia, treinamentos periódicos e orientações de conduta. “O treinamento transforma o que está no papel em prática cotidiana. Ele ajuda a equipe a identificar comportamentos que violam direitos, reduz riscos, protege a instituição e reforça valores como respeito e dignidade”, destacou Adriana.

Para a assistente social do PSA, Efraina Barbosa, o encontro teve um foco direto: garantir que cada colaborador entenda sua responsabilidade diante da proteção de crianças e adolescentes. “Exploração sexual, violência sexual e pedofilia são crimes. Precisam ser investigados e punidos. A nossa função é prevenir, identificar e encaminhar as denúncias”, explicou.

Efraina lembrou que o compromisso do PSA se estende às comunidades e aldeias onde atua. “Se eu presencio ou tenho conhecimento de uma violação, devo comunicar a organização e acionar a rede de proteção do município. É assim que garantimos que nenhuma criança ou adolescente fique sem defesa”, completou. Ela reforçou que qualquer pessoa pode denunciar. O Disque 100 funciona gratuitamente. Também é possível procurar o Conselho Tutelar, a Delegacia da Criança e do Adolescente ou acionar os números 180 e 190. “Proteger crianças e adolescentes é um compromisso de toda a sociedade”, concluiu.

A arte educadora do PSA, Elis Lucien, reforçou que o papel do colaborador é ouvir e encaminhar cada denúncia aos órgãos competentes. “Se uma criança, um adolescente, um pai ou uma mãe me procura relatando uma situação de violência, meu papel é escutar e acionar a rede de proteção. Em casos de violação física, o Conselho Tutelar deve ser chamado imediatamente para os procedimentos cabíveis”, explicou. Para ela, a política fortalece a prática de tolerância zero que o PSA adota desde 2023, envolvendo colaboradores e prestadores de serviço em todas as áreas de atuação.

A atividade conta com apoio do UNICEF e Tecendo Infâncias.

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