SAÚDE COMUNITÁRIA

Abaré - Saúde da Família Fluvial

Criado na Constituição Federal de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem como princípios a universalidade do atendimento, a equidade das ações, a descentralização dos serviços e a participação social em seu controle. Apesar dos avanços, a implementação do SUS na região Norte ainda permanece um grande desafio, sobretudo nas zonas rurais. Com municípios do tamanho de países, longas distâncias, populações dispersas de difícil acesso, baixo investimento em saneamento e dificuldades de transporte e de comunicação, o SUS tem alcance insuficiente nessas áreas, o que é agravado pelos altos custos logísticos para a interiorização das equipes de saúde, sem haver mecanismos de financiamento público compensatórios e apropriados ao contexto amazônico.

Diante dessa realidade, e com base em sua experiência, acumulada desde 1987, no atendimento primário em comunidades ribeirinhas da região, o Projeto Saúde e Alegria (PSA) construiu um novo modelo de atendimento itinerante em saúde. O navio-hospital Abaré I começou a funcionar em 2006, atendendo 15 mil ribeirinhos de áreas remotas do Tapajós, com 93% de resolutividade – ou seja, só sete a cada 100 pacientes encaminhados a serviços de saúde em centros urbanos.

Após estudar o modelo de navio-hospital do PSA, o Ministério da Saúde lançou em 2010 o Programa Saúde da Família Fluvial, uma política de saúde pública para toda a área da Amazônia Legal e do Pantanal. Com esse novo e importante passo, o Abaré I foi integrado SUS e credenciado como a primeira Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) do Brasil.

Desde então, o PSA tem apoiado a disseminação do modelo: adquiriu um segundo barco, o Abaré II, que foi doado via comodato à Prefeitura de Santarém para atender mais de 2 mil famílias da bacia do Rio Arapiuns; e tem dado suporte técnico a outros municípios das regiões Norte e Centro-Oeste do país, nos quais 64 barcos que já começam a entrar em operação.

Em 2017, o navio-hospital Abaré I obteve mais uma conquista: além de continuar operando como UBSF, tornou-se um hospital-escola, com atividades de ensino, pesquisa e extensão do Instituto de Saúde Coletiva (ISCO) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). O PSA participa do Conselho Gestor do projeto.

NAVIO HOSPITAL ABARÉ I

O Abaré I é a primeira Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) do Brasil, prestando atendimento primário desde 2006 a cerca de 15 mil ribeirinhos de 72 comunidades rurais nos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro, no oeste do Pará.

O Abaré I segue um calendário de visitas, de forma que as populações tenham acesso regular (a cada 40 dias) aos serviços. Além da equipe de médicos, enfermeiros, dentistas e outros profissionais de saúde, palhaços e arte-educadores do Circo Mocorongo realizam ações de educação e conscientização, bem como o treinamento de multiplicadores locais.

ABARÉ NAS COMUNIDADES

Ações realizadas no navio-hospital Abaré I em 72 comunidades ribeirinhas do Rio Tapajós, no oeste do Pará.

Equipe de profissionais da saúde Equipe lúdica da saúde
Saúde da família Práticas de higiene
Planejamento familiar Saúde das crianças e escolar
Saúde da criança e imunizações Medidas práticas de prevenção
Acompanhamento pré-natal Doenças sexualmente transmissíveis e HIV
Saúde da mulher Alimentação e nutrição
Saúde oral Aleitamento
Atendimentos médicos e exames de rotina Direitos da criança e do adolescente
Atendimentos de emergência Direitos da mulher
Pequenas cirurgias

RESULTADOS DO NAVIO-HOSPITAL ABARÉ I

+ 0 mil
Procedimentos de saúde por ano
+ 0
Atividades de educação e prevenção por ano
0 %
de resolutividade (apenas 7% dos pacientes encaminhados a centros urbanos)
0 %
de cobertura de Agentes Comunitários de Saúde*
0 %
de cobertura vacinal (imunizações)*
0 %
de aleitamento exclusivo*
0 %
de cobertura pré-natal das gestantes*

Queda dos índices de desnutrição para*

0 %

*Fonte: SOSNISKI, Cristina. Pesquisa Socioeconômica e de Saúde/Relatório Abaré. 2008. Dados coletados nas comunidades dos três municípios atendidos pelo Abaré.

Conheça também

Água e Saneamento

Diretamente relacionado às condições de saúde e à qualidade de vida da população, o acesso à água potável tem sido um dos focos do trabalho do PSA. O programa realiza a implantação de sistemas independentes de tratamento e abastecimento de água, construídos e geridos pelas próprias comunidades. Atualmente, a tecnologia híbrida gera economia e reduz o impacto ambiental graças ao uso da energia solar.
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