Comunidades da Flona Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns participam de treinamentos em energia solar, tecnologias digitais e extrativismo sustentável

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Oficinas integram comunidades tradicionais, fortalecendo manejo sustentável e inclusão digital na região do Tapajós na Flona Tapajós e no Centro Experimental Floresta Ativa, ampliando autonomia comunitária e renda local

Três ações simultâneas marcaram o período de 10 a 13 de setembro: o curso Eletricista do Sol, o curso de Copaíba e as formações em mel e inclusão digital. As atividades foram conduzidas pelos Programas Economia da Floresta, Educação, Comunicação e Cultura e Infraestrutura Comunitária do Projeto Saúde e Alegria (PSA) no Centro Experimental Floresta Ativa — a Escola Floresta Ativa — e em áreas de comunidades tradicionais da Floresta Nacional do Tapajós e da Resex Tapajós-Arapiuns.

O coordenador geral do PSA, Caetano Scannavino, destacou que, depois de anos investindo em infraestrutura comunitária, o foco agora é formar pessoas. “Não basta instalar poços, energia renovável e unidades de beneficiamento. É preciso que as comunidades dominem o conhecimento para gerir e manter essas iniciativas com autonomia”, afirmou. Segundo ele, a parceria com a Fundação Toyota fortalece a capacidade local para que aldeias e comunidades administrem tecnologias, produção e serviços sem depender de assistência externa.

Entre as formações, o curso de inclusão digital preparou jovens para usar a internet de forma crítica e produtiva. Mulheres também participaram de treinamentos voltados à bioeconomia, como o curso de Copaíba e o curso de mel, reforçando a presença na economia local e no manejo sustentável.

Assista ao relato de uma das participantes:

Marcos Andrey extrativista na Flona Tapajós, destacou que a floresta “é a base de tudo” para as comunidades. Ele relatou ter aprendido técnicas adequadas para extrair óleo de copaíba sem danificar árvores centenárias. Para a jovem Samira dos Santos Maia, o conhecimento adquirido evita a morte de árvores e gera oportunidades futuras de renda: “A floresta pode garantir recursos para a comunidade e para os jovens, se cuidarmos dela”.

A atividade de mapeamento e coleta de sementes também ganhou destaque. Luís Carlos Pereira explicou que a venda das sementes gera renda e incentiva a preservação: “Uma árvore vale mais em pé do que derrubada”. O jovem Tiago complementou que o aprendizado permite multiplicar práticas sustentáveis e criar novas fontes de recurso sem agredir o ambiente.

As mulheres assumem papel central nesse processo. Maria da Cruz Correia ressaltou que elas lideram a coleta e a extração quando os homens não participam: “Enquanto alguns desistem, a gente mantém o trabalho e mostra que preservar pode gerar sustento”.

Para Rafaela Nakajima, da Fundação Toyota, apoiadora da Escola Floresta Ativa, capacitar as comunidades amplia impactos duradouros: “A formação gera emprego e renda, valoriza saberes tradicionais e ajuda a manter a floresta em pé”.

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