Atividades integram ações de fortalecimento comunitário e manejo sustentável realizadas pelo Projeto Saúde e Alegria em parceria com a ACOSPER
As comunidades de Itapuama e Paraíso, localizadas na Floresta Nacional do Tapajós, em Aveiro (PA), iniciaram as atividades de mapeamento participativo de copaibeiras, com apoio do Projeto Saúde e Alegria (PSA) e da ACOSPER. A iniciativa visa capacitar moradores para identificar e registrar árvores de copaíba, promovendo o uso sustentável da espécie e a geração de renda a partir dos recursos florestais locais.
Entre os dias 6 e 10 de setembro de 2025, técnicos do PSA e da ACOSPER realizaram oficinas práticas e teóricas sobre o mapeamento e a extração do óleo. O treinamento, ministrado por Laura Lobato, Luís Carlos e Lorenaldo, com acompanhamento de José Maria, abordou o uso de GPS, o preenchimento de fichas de campo e a coleta de dados dendrométricos, seguindo o manual de mapeamento elaborado pelas instituições parceiras.
Em Itapuama, os comunitários mapearam árvores da espécie e acompanharam demonstrações sobre as boas práticas de extração. O técnico do PSA, Luís Carlos, ressaltou que foi a primeira vez que o projeto chegou à localidade e que o trabalho “traz um novo recurso e uma oportunidade de melhoria de vida para os moradores”.
Para o jovem Christian Costa Santos, a experiência representou o início de um aprendizado. “Nunca tinha visto uma copaíba nem sabia como tirar o óleo. Agora entendi como é o processo e quero ajudar a comunidade a crescer com isso”, contou.
Entre as mulheres participantes, Marilene Costa Santos destacou o caráter inédito da atividade. “É uma coisa nova que estamos começando. Antes, ninguém chegava aqui com esse tipo de trabalho. Somos poucas mulheres, mas estamos firmes para representar nossa comunidade nessa nova jornada”, afirmou.
Na comunidade de Paraíso, também sem histórico de extração da espécie, os participantes mapearam copaibeiras e realizaram experimentos de perfuração e envase do óleo. Apesar de o potencial da área ter sido considerado baixo, a equipe técnica observou outras possibilidades de trabalho com espécies florestais como tento, jatobá e angelim-vermelho, além do fortalecimento da cadeia do mel — já iniciada por moradoras locais.
O comunitário José Raimundo Caetano Santos reforçou a expectativa em torno da nova atividade. “É algo novo pra gente, mas acreditamos que pode gerar renda e fortalecer o grupo. Queremos levar esse trabalho a sério e alcançar nosso objetivo”, disse.
A atividade integra as ações do Programa de Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria, que fomenta o uso sustentável de produtos florestais não madeireiros, promovendo geração de renda com base no manejo responsável dos recursos da floresta. O óleo de copaíba coletado e outras matérias-primas extraídas de forma sustentável nas comunidades serão destinados à produção no Ecocentro, espaço do PSA voltado ao beneficiamento, à agregação de valor e ao fortalecimento das cadeias produtivas da sociobioeconomia amazônica.
Fotos: Laura Lobato/PSA.









