Caravana “Navegando contra o fim do mundo” sai de Santarém para COP30 em Belém 

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Expedição saiu neste domingo (02) de Santarém no Pará com destino à capital do Estado de Belém para a Conferência das Partes com jornalistas, comunicadores e lideranças 

“Navegando contra o fim do mundo”, lideranças comunitárias, artistas, pesquisadores e comunicadores da Amazônia atravessam os rios da Amazônia rumo à COP-30, reafirmando o papel dos povos da floresta como protagonistas nas soluções para a crise climática.

Durante o trajeto até terça-feira (04/11), a tripulação participa de atividades como rodas de conversa e oficinas temáticas com foco em justiça climática, soberania alimentar, economia da floresta, direitos territoriais e comunicação comunitária. O percurso também inclui paradas em comunidades ribeirinhas para intercâmbio de experiências sobre manejo sustentável, tecnologias sociais e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

O primeiro dia começou com o encontro no barco, momento de acolhida, distribuição de kits e orientações de segurança. Às 9h30, foi realizada a sessão de abertura com o Projeto Saúde e Alegria, apresentada por Fábio Pena, seguida do painel “O recentramento do mundo, o recentramento do jornalismo”, com Eliane Brum e Jonathan Watts.

Às 10h15, o painel “Who Profits? Mercados Globais e a Amazônia” reuniu Octávio Ferraz, Gearóid Ó Cuinn e Miriam Saage-Maaß, discutindo a exploração econômica da Amazônia e estratégias jurídicas de enfrentamento.

Na sequência, às 11h30, ocorreu a mesa “Estamos todos no mesmo barco? Como a crise climática escancara desigualdades sociais”, com mediação de Fábio Pena (PSA) e participação de Lucas Tupinambá (CITA) e Mário Assunção do Espírito Santo (liderança quilombola).

À tarde, os debates abordaram os impactos da emergência climática sobre a saúde e as emoções coletivas. Às 14h, Erika Pellegrino (SAMA) e Guilherme Franco (Fiocruz) conduziram o painel “A emergência da saúde diante do colapso do clima e da natureza”. Às 15h30, Ilana Katz e Mariana Leal Barros discutiram “Ansiedade climática entre aspas”, sobre os efeitos psicológicos e sociais da crise ambiental.

A partir das 16h30, a tripulação iniciou a navegação rumo à Ponta do Cururu, com parada para foto oficial nas margens do Tapajós, seguida de palavras de boas-vindas de Caetano Scannavino (PSA) e da Benção do Tapajós com Paulinho Borari.

O dia terminou com apresentações culturais: Íris da Selva, Voz e Violão, no deck C, após o jantar das 19h.

Segunda-feira (3/11) – Soluções comunitárias e protagonismo amazônico

Foto: Adriane Gama.

O segundo dia inicia com o painel “O colapso chamado Belo Monte”, com Raimunda Gomes, Bel Yudjá-Juruna, Maria Francineide dos Santos e Thais Santi.

Às 9h30, Caetano Scannavino e Fábio Pena apresentam o painel “Soluções climáticas de base comunitária com Saúde e Alegria”, destacando tecnologias sociais e ações territoriais do PSA.

Na sequência, o tema “A juventude protagonizando soluções climáticas” trouxe a experiência dos Guardiões do Bem Viver, com Darlon Neres e Erivelton Guimarães.

O debate “A floresta é a mulher” destaca o protagonismo feminino nas lutas socioambientais, com Tainã Rinegro, Juma Xipaya, Ehuana Yanomami, Ana Maria Machado, Maria Selma Martins e o coletivo Mulheres Tapajônicas.

À tarde, as discussões se ampliam com “Outres humanos com quem compartilhamos a Terra”, com Raimunda Gomes, Jansen Zuanon, Cris Carneiro, Miriam Saage-Maaß e Wajã Xipai, seguido do painel “Narrativas amazônicas do colapso climático”, com Jander Arapium, Diel Yudjá-Juruna, Soll (PSA/DW) e André Melo.

O cientista Antônio Nobre conduz uma conversa sobre “Vida e o futuro da floresta”, às 16h50, e a noite encerrou com a exibição do filme “A Queda do Céu”, de Gabriela Carneiro da Cunha e Eryk Rocha, e o show Íris da Selva & Pássaros Urbanos.

Terça-feira (4/11) – Reflexões finais e chegada a Belém

O último dia inicia com o painel “As cidades-jardins reveladas pela arqueologia amazônica e ameaças da civilização industrial”, com Eduardo Neves, Bruna Rocha e Vinícius Honorato. Às 10h15, o debate “Sonhando mundos” reuniu Ehuana Yanomami, Ana Maria Machado, Sidarta Ribeiro e Mariana Leal Barros para tratar de visões de futuro e espiritualidade na Amazônia.

Após o almoço, a chegada a Belém foi prevista para as 13h, encerrando a primeira etapa da caravana.

A programação, organizada em parceria com o Projeto Saúde e Alegria, DW Akademie, Sumaúma, Fiocruz, SAMA e instituições de pesquisa e base comunitária, integra a preparação da caravana amazônica para a COP-30. O percurso reúne reflexões, trocas e vivências que articulam ciência, cultura e experiências locais no enfrentamento das mudanças climáticas.

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