Aula inaugural marca início das formações da Escola de Redes Comunitárias da Amazônia 

Estudantes de três estados da Amazônia Legal (Acre, Amazonas e Pará), participaram do encontro de boas vindas da Escola no último sábado (18/06). Primeiro módulo de formação será sobre software livre no próximo sábado (25/06)

Vinte e um alunos da escola de Redes Comunitárias da Amazônia, refletiram sobre a importância da comunicação popular pela defesa de seus territórios. O encontro inaugural contou com a presença do coordenador do PSA, Caetano Scannavino, Padre Edilberto Sena da Rede Notícias da Amazônia e Joelma Viana – professora e comunicadora social da Rede Notícias da Amazônia.

Edilberto Sena, coordenador da Rede de Notícias da Amazônia indagou os jovens sobre “quem gera informações para a Amazônia? o quê e como têm comunicado? e quais são os vários meios de comunicação que existem para e na Amazônia?”.

A comunicadora social e professora Joelma Viana apresentou a Rede Notícias da Amazônia e destacou a importância do espaço para a comunicação popular que atua em parceria com os movimentos sociais: “a gente se coloca como amplificadores das vozes das lideranças para que possam falar de seus problemas, lutas e o que estão fazendo de diferente em cada espaço” – ressalta.

Durante a cerimônia de abertura, o coordenador do PSA, Paulo Lima, recebeu os alunos e contextualizou a necessidade de potencializar a comunicação nas aldeias e comunidades, para ecoar os anseios locais. “Esse é um momento de muita alegria para a nossa equipe da Escola de Redes. Há pouco mais de um ano, estamos planejando coletivamente cada etapa das formações e agora, iniciamos uma nova fase”.

A Escola é o pilar de formação e treinamento do projeto “Conectando os Desconectados” promovido pelas organizações APC e Rhizomatica e executada no Brasil pelo Projeto Saúde e Alegria. A iniciativa busca conectar comunidades desconectadas por meio do desenvolvimento de modelos, capacidades e formas de sustentabilidade para populações com foco em assistência técnica, capacitação, assessoria para advocacy e mobilização comunitária.

O coordenador geral do PSA, Caetano Scannavino, falou aos alunos e os parabenizou pela resistência e empoderamento juvenil pela defesa de seus territórios: “Eu fico feliz que é um movimento da comunicação. Pra mim vocês vão a frente e eu vou seguindo vocês. É o que me dá esperança e um certo conforto de daqui a pouco passar esse bastão”.

A aula inaugural foi momento para os jovens conhecerem os demais integrantes e partilharem expectativas e desafios comuns. Samira Dias, do Grupo Formigueiro, avaliou:  “foi muito produtivo. Falamos de muitos pontos que são necessários para nossa região, que muitas são excluídas por serem interior. E a gente consegue ver que não é uma realidade exclusiva nossa”. Erivelton Guimarães, representante dos Guardiões do Bem Viver, agradeceu pelo encontro “em nome do coletivo, gostaria de agradecer à rede pela oportunidade. Ainda mais no nosso território que tem muitas dificuldades” – disse.

Entre os meses março e abril, a equipe da Escola de Redes, visitou os sete territórios integrantes do projeto.

Os estudantes representam três estados da Amazônia Legal (Acre, Amazonas e Pará). O primeiro tema discutido abordará a filosofia cultura digital e software livre com o professor Tarcísio Ferreira.

O cronograma de aulas está distribuído entre os meses de junho e dezembro de 2022. Serão contemplados os temas: comunicação comunitária; jornalismo comunitário e ambiental; protocolos e autonomia comunicacional; segurança de dados; inovação tecnológica e empreendedorismo comunicacional; midiativismo da floresta em pé; história dos povos indígenas e afro-descendentes na Amazônia; total da área diversificada (eletivas e optativas); oficina de podcast/audacity; oficina de transmissor de rádio; oficina de mídias digitais; workshop de rádio comunitária/webradio.

Ao final da formação, os estudantes elaborarão planos de negócios sociais de comunicação que serão submetidos a uma chamada pública para apoio, disponibilizada pelo projeto.

As comunidades selecionadas que possuem integrantes que participarão da formação são: no Pará, Aldeia Solimões e Guardiöes do Bem Viver no PAE Lago Grande – ambos no município de Santarém – e a Rede Águas do Cuidar/ Casa Preta na Ilha de Caratateua, grande Belém. No estado do Amazonas, a Aldeia Marajaí, município de Alvarães – Médio Solimões; o Grupo Formigueiro de Vila de Lindóia em Itacoatiara; e a Rede Wayuri em São Gabriel da Cachoeira. No Acre, a Aldeia Puyanawa em Mâncio Lima.

A Escola conta com conselho de especialistas formado por Beatriz Tibiriçá (Coordenadora Geral, Coletivo Digital), Georgia Nicolau (Diretora de Projetos e Parcerias Pró Comum), Jader Gama (Pesquisador – UFPA), Doriedson Almeida (Professor – UFOPA), Karina Yamamoto (Pesquisadora – USP e Jeduca), Guilherme Gitahy de Figueiredo (Profº UEA – Tefé – AM) e Carlos Afonso (Diretor Executivo – Instituto NUPEF).

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