Conselho de Acompanhamento do Abaré elaborará regimento para uso da embarcação

Representantes de diversas entidades ligadas ao barco-hospital Abaré estiveram reunidos nos últimos dias 11 e 12 de junho para debater formas de ampliar e otimizar o uso da embarcação. Realizada no campus da Ufopa em Santarém, a oficina “Viver Abaré: todos por uma ideia” contou com a participação de integrantes da Universidade, do Projeto Saúde e Alegria, das secretarias municipais de Saúde de Santarém e Belterra, do Ministério Público do Estado do Pará, do Conselho Municipal de Saúde de Santarém, da Marinha do Brasil e também de universidades externas que têm interesse em participar das atividades da unidade fluvial.

“Centramos a atenção numa discussão construtivista de todos os parceiros do Abaré para a solução dos principais problemas que a gente tem hoje na atuação do barco. O sonho da universidade é sacramentar esse barco como um barco-hospital de ensino, com permeabilidade em todas as áreas de conhecimento da Ufopa”, enfatizou o médico Fábio Tozzi, professor visitante da Instituição.

Segundo o professor, as dificuldades são muitas, em especial o financiamento das ações. A intenção é manter a assistência à saúde da população ribeirinha, que já é realizada, e agregar atividades de ensino, pesquisa e extensão. A verba para a assistência à saúde é assegurada através de repasses mensais feitos pelo Governo Federal à Prefeitura Municipal de Santarém. “Hoje, a embarcação passa dez dias por mês nas viagens de assistência à saúde. Nos outros vinte dias, ela fica ociosa. Ou seja, nosso maior desafio é o período em que ela não faz assistência. Estamos aqui justamente debatendo formas de ampliar e otimizar o uso do barco”, ressaltou o professor Maxwell Santana, diretor de Extensão da Ufopa.

A oficina mesclou momentos de mesa-redonda e debates, trabalhos em grupos e plenárias. Foram adotadas metodologias de planejamento estratégico (Visão de Futuro) e planejamento operacional (Matriz FOFA). A metodologia FOFA (Fortalezas, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) consiste na identificação coletiva de pontos positivos e negativos. Os principais problemas elencados foram priorizados, para que fossem propostas ações e articulações institucionais necessárias para minimizá-los. “Conseguimos alinhar, discutir e democratizar os problemas e as soluções que a gente pode encaminhar. Conseguimos sentar com todos os atores envolvidos com o Abaré que estão alinhados na elaboração de soluções para os problemas atuais e na construção de um cenário positivo no futuro, nesse rumo de construir um hospital-hospital-escola”, destacou Tozzi

Gestão compartilhada – No dia 11, tomou posse o Conselho de Acompanhamento, que deverá auxiliar na condução dos desafios e de soluções para os problemas relacionados ao Abaré, através de uma gestão compartilhada. Além da Ufopa, integram o conselho representantes do Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA), do Projeto Saúde e Alegria, das prefeituras de Santarém e Belterra, através das secretarias municipais de Saúde, e do Conselho Municipal de Saúde de Santarém.

Apesar de os trabalhos realizados durante a oficina não terem caráter deliberativo, eles deverão ser ponto de partida para que possa ser construída uma minuta de regimento para o uso do barco, a ser proposta pela Ufopa. O Conselho de Acompanhamento poderá manifestar-se a respeito da minuta de regimento no momento da consulta pública.

Reportagem da Comunicação/Ufopa.

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