Floricultura e meliponário estão entre empreendimentos do Beiradão de Oportunidades 2019

Em preparação para o Pitch, trinta jovens participaram de mais uma etapa do projeto de capacitação para implantação dos negócios nas próprias comunidades. Nesta fase finalizaram a apresentação do negócio para análise em julho;

Localizada às margens do Rio Tapajós a comunidade Suruacá, em Santarém terá produção de mel de abelhas das espécies Tucano e Jandaíra nativas da região. O negócio idealizado pela jovem indígena Ana Raquel Sousa será tocado por ela e mais dois sócios, moradores da comunidade e participantes do Beiradão de Oportunidades. “implantação de meliponário na comunidade porque nós temos uma carência muito grande por falta de mel. Nós vamos vender dentro da própria comunidade e expandir para a região da resex, flona e Santarém” – destacou a empreendedora da empresa Amazon Mel.

Na comunidade Atrocal região do Rio Arapiuns, um novo empreendimento também promete ser a porta para a geração de renda dos jovens moradores que pensavam em abandonar a região em busca de oportunidades de emprego em Santarém. Natanael Ferreira está montando uma floricultura com uso de adubos orgânicos. A intenção é cultivar plantas ornamentais e medicinais: “Estamos fazendo pesquisa dos nomes comuns, científicos, pra quê vão servir e as potencialidades” – contou o jovem.

Nesta etapa realizada nos dias 13 e 14 de junho na sede do PSA, trinta jovens finalizaram a imagem e apresentação para o Pitch realizado no mês de julho em Santarém, onde os jovens serão avaliados por uma banca julgadora, explicou a A educadora do projeto juventude Floresta Ativa – Luana Silva.

Beiradão

É um processo de formação de jovens empreendedores que engloba conceitos de negócios sociais e tecnologias, auxiliando os jovens na geração de ideias inovadoras que surgem para solucionar problemas que estão inseridos em algum contexto social.

O curso faz parte de uma estratégia maior do Saúde e Alegria, que visa contribuir para uma melhoria das condições de vida e para um desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens de comunidades da Amazônia. “Isso inclui além de estratégias de mobilização social, a criação de oportunidades de trabalho e renda para que os jovens das comunidades possam ter a oportunidade de fazer escolhas, sair ou ficar da comunidade, mas com clareza para construir seus projetos de vida plenamente”, conclui Fábio Pena, da coordenação de educação do PSA.

Um novo encontro está programado para o mês de maio e dois em junho até a apresentação dos modelos de negócios e a escolha os que vão ser selecionados. O coordenador de empreendedorismo Juvenil do PSA – Paulo Lima explicou as possibilidades apresentadas aos participantes: “como gerar renda nas comunidades, aspecto sociais, econômicos, de organização comunitárias, possibilidades na gastronomia, manipulação de alimentos. São novidades nessa fase, como o turismo de base comunitária” – finaliza.

Fotos: Walter Oliveira/PSA.

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