Representantes de comunidades do Tapajós, Arapiuns e outras regiões participam, em Manaus, do Curso Sabedorias Digitais e do 2º Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta
No período de 04 a 09 de agosto, acontece em Manaus uma programação voltada à formação de lideranças comunitárias e ao fortalecimento das ações do Instituto Conexão Povos da Floresta. O evento reúne o Curso Presencial Sabedorias Digitais e o 2º Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, com a participação de facilitadores que atuam em aldeias e comunidades ribeirinhas, extrativistas e urbanas da Amazônia.
Entre os participantes estão representantes das regiões do Tapajós, Cururu, Arapiuns e Amazonas, ativados por meio do Projeto Saúde e Alegria (PSA). São voluntários que atuam em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém, em Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família. Também fazem parte facilitadores de territórios indígenas e extrativistas, que vêm atuando na promoção de temas como proteção territorial, saúde, comunicação e empreendedorismo digital em suas comunidades.
“Espero que essa formação fortaleça o nosso acesso de demarcação territorial, conectar os povos que vivem na floresta para mostrar e dar visibilidade às nossas realidades que enfrentamos diariamente na Amazônia”, destacou Lidiane Borari da Terra Indígena Maró.
A iniciativa é conduzida pelo Instituto Conexão Povos da Floresta, criado a partir de uma articulação entre COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), CNS (Conselho Nacional das Populações Extrativistas) e parceiros institucionais, entre eles o Projeto Saúde e Alegria. O Instituto tem como meta instalar cerca de 5.000 pontos de conectividade em territórios tradicionais da Amazônia Legal.
Bruno Vasconcelos, técnico de Inclusão Digital no Projeto Saúde e Alegria, destacou que o momento é estratégico para consolidar ações e construir novas propostas. Ele destaca a importância da continuidade de formações nos territórios, organizadas também pelo PSA, e o papel dos facilitadores: “São pessoas que atuam de forma voluntária e mantêm o diálogo entre as comunidades, o Instituto e o Projeto. É uma contribuição fundamental para que a conectividade seja mais do que acesso à internet, e sim um instrumento de fortalecimento territorial”, pontua.
Entre os cursistas, a presença de mulheres é destaque. Muitas delas atuam como pontes entre os serviços públicos e as comunidades, promovendo a comunicação popular, a educação digital e o uso consciente das tecnologias nas aldeias e comunidades ribeirinhas. A participação delas reforça o papel coletivo e intergeracional da construção da rede de conectividade na floresta.
O curso finaliza no dia 6, dando início ao 2º Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta. O encontro visa alinhar estratégias, refletir sobre os aprendizados até aqui e projetar os próximos passos do Instituto em parceria com os territórios.
Colaborou: Bruno Amir.






