Lideranças comunitárias participam de capacitação para gestão da água

Representantes de sete comunidades da Flona e Resex participaram nesta segunda-feira (03) de oficina de capacitação para gerir os sistemas de água nas respectivas regiões;

Além de construir e entregar os sistemas de abastecimento de água, o Saúde e Alegria promove frequentemente encontros para capacitações com os comunitários responsáveis pela gestão dos microssistemas. Apesar de cada comunidade desenvolver estratégias próprias de uso através de decisões em assembleias, é importante ampliar o conhecimento para melhorar os serviços nas comunidades.

Foto: Elis Lucien/PSA.

“Essa reunião é pra gente definir como vai ser uma melhor gestão para cada abastecimento de água. O que pode ser copiado que está dando certo numa comunidade e pode ser levado pra outra. Hoje a gestão comunitária dos sistemas de água, precisa dar um novo passo. Existem várias dificuldades, principalmente na forma do operador do dia a dia” – explicou o gestor do Programa de Água do PSA, Carlos Dombroski.

Durante o encontro, os gestores de Maripá, Cabeceira, Parauá, Muruí, aldeia Marituba, Jaguarari, Itapaiúna e Mangal também foram apresentados para uma nova tecnologia que possibilitará maior economia no uso do liquido nas comunidades. A partir de agora, todas as comunidades que receberem os sistemas, terão instalados Hidrômetros para medir a quantidade de água utilizada. “Com ele, teremos uma noção da vazão de água que vai ser consumida diariamente por cada comunidade. As famílias vão receber um hidrômetro residencial porque se formos ver todas as taxas mensais ainda são definidas em assembleia. O hidrômetro vai ser uma oportunidade pra essas famílias” – contou Dombroski.

A estratégia do hidrômetro potencializa a autonomia da gestão dos sistemas de água e valoriza a responsabilidade que todos devemos ter para evitar o desperdício do liquido. Na capacitação, o coordenador do Saúde e Alegria reforçou o conceito de Rios Voadores, presente no vídeo abaixo [Físico Paulo Artaxo, da USP, fala do papel da Amazônia no clima do Brasil], destacando a importância das florestas para a água: “Não só dos rios na superfície, mas também dos que correm abaixo e acima da gente, como os rios voadores. Sem eles não tem floresta, sem floresta não tem água, sem água não tem agricultura” – disse Caetano Scanavinno.

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