Manejo da andiroba é aposta de moradores da Floresta Nacional do Tapajós

Há mais de vinte anos moradores das comunidades São Domingos, Pedreira e Nazaré na região da Flona em Belterra praticam o manejo da espécie florestal na região;

Na Flona, trinta e oito famílias extraíram 7,5 toneladas de amêndoas de andiroba em 2020. As três comunidades coletaram as sementes em Unidades de Trabalho dos km 67, 72 e 117 da Rodovia Santarém-Cuiabá para fornecimento do produto extrativista. O óleo extraído das amêndoas, é a matéria prima para empresas de cosméticos que incentivam as organizações comunitárias na manutenção da floresta em pé, como a Natura.

No período de 04 a 05 de novembro, técnicos do Projeto Saúde e Alegria e da Federação da Flona visitaram as comunidades para diagnóstico sobre a atividade. Segundo o engenheiro florestal Steve Mcqueen, os extrativistas apontaram os pontos negativos e positivos da coleta de sementes e comercialização em 2020 e perspectivas para o próximo ano.

“Conversamos com os grupos de coletores para traçar uma estratégia de planejamento para iniciarmos em 2021 a coleta de sementes de andiroba. Em seguida, após essa rodada, vamos dialogar com a Federação da Flona, Coomflona e ICMbio para os encaminhamentos do quê, quando e como fazer” – ressaltou Macqueen.

A fase de avaliação vai apontar caminhos para infraestruturas aptas ao beneficiamento, secagem da semente e armazenamento. Para a extrativista Carol Paz, da comunidade São Domingos a cadeia produtiva tem melhorado com as capacitações e incentivos. Para próximo ano, os extrativistas acreditam no crescimento da atividade: “Estamos com uma expectativa muito grande para esse ano de 2021. Vamos continuar firmes e ansiosos para nossa próxima colheita”.

Economia da floresta | Cadeias da sociobiodiversidade

As ações do Projeto Saúde e Alegria (PSA) abrangem a cadeia produtiva, de forma a contribuir para a inclusão das comunidades no mercado de produtos da sociobiodiversidade, com a adequada repartição de benefícios e a preservação da floresta.

Reunião realizada 04 de novembro. Fotos: Steve Mcqueen/PSA.

Com base em estudos e levantamentos técnicos, o PSA identifica e mensura o potencial produtivo das comunidades, relacionando-o com as reais demandas do mercado. As cadeias produtivas da sociobiodiversidade que ganham destaque, por terem maior potencial na região oeste do Pará, são a meliponicultura, a produção de óleos e essências e a agricultura orgânica.

O PSA consolida práticas inovadoras e sustentáveis de produção de matéria-prima e beneficiamento que, unidas aos saberes tradicionais, agregam valor aos produtos da atividade extrativista e agrícola das famílias, atendendo mais adequadamente a empresas com o potencial de comprá-los.

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