Projeto de telemedicina realiza mais de cento e cinquenta consultas em um mês em Santarém no PA

Iniciativa piloto de consultas médicas completa um mês de atendimentos a pacientes em duas comunidades pólos no Rio Arapiuns e Tapajós; 

Moradores de comunidades ribeirinhas de Santarém estão sendo atendidos através do projeto de telemedicina executado pelo ClubSaúde em parceria com o Projeto Saúde e Alegria e a SEMSA de Santarém. O projeto recebeu doação da JBS por meio do programa Fazer o Bem Faz Bem.

O projeto que objetiva possibilitar o acesso à saúde para populações ribeirinhas, com capacitação dos profissionais, estruturação com equipamentos tecnológicos e equipes médicas à distância, diminuindo o tempo de espera de consultas de diversas especialidades de saúde, atendeu 153 pacientes em um mês, explica o gerente do Projeto de Telemedicina da ClubSaúde, Rafael Almeida. “Através dos atendimentos que realizamos neste primeiro mês, a gente conseguiu garantir uma resolutividade clínica através da telemedicina de 84% dos casos. Somente 16% destes foram encaminhados para Santarém”.

Doenças do sistema osteomuscular são maioria nos atendimentos. Fonte: ClubSaúde.

A experiência piloto está chegando ao segundo mês em dois pólos: São Pedro e Parauá atendendo moradores das comunidades. Pólo São Pedro: Braço Grande, Piquiá, Curi, Engenio, Câmara, Pascoal, São José II, Novo Horizonte, Cutilé, São João, Atrocal, Mucureru, São Francisco, Bom Futuro, São José I, Nova Vista; Pólo Parauá: Brinco das moças, Jwipixuna, Limãotuba, Pajurá, Enseada do Amorim, São Caetano, Boa Sorte, Paricatuba, Maratuba, Suruacá e Vila de Amorim.

“Hoje pra você ir a Santarém para consultar, você tem um gasto imenso. E hoje os profissionais de saúde estão vindo à nossa comunidade para nos consultar pela internet, nos ouvir. Eu fiquei muito feliz por ter sido atendido por um médico, ter me dado atenção, falou pra mim sobre o que eu posso fazer e que tipo de remédio eu posso tomar” – Rivelino de Sousa, liderança comunitária.

“A gente precisa de médico, para atendimentos urgentes, principalmente para as mães que têm criança de colo. Com esse projeto vai facilitar muito pra nós, na comunidade” – Tatiane Cruz, Parauá.

Para viabilizar os atendimentos, a JBS, por meio do programa Fazer o Bem Faz Bem, realizou doação de banda larga de internet por meio de sistemas via satélite, notebooks e impressoras para as unidades básicas de saúde (UBS) de São Pedro e de Parauá. Estas UBSs também receberam instalação de energia solar com apoio da Charles Mott Foundation para funcionar os equipamentos.

“Faz parte do nosso compromisso ajudar as comunidades locais e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região. O acesso ao atendimento médico é um desafio para comunidades ribeirinhas devido à distância, mas estamos conseguindo ajudar a superar essa barreira com a tecnologia e capacitação”, diz Fernando Meller, gestor do programa Fazer o Bem Faz Bem.

Inicialmente, o atendimento de telemedicina está dando suporte médico aos casos de Covid-19, síndromes gripais, acidentes ofídicos, gestação de risco e cuidados de pré-natal e doenças crônicas. Um grande reforço ao Sistema Único de Saúde, conta a enfermeira Tatiane Silva: “A gente tem uma demanda muito grande de consultas médicas em geral. São mais de 2 mil pessoas, então a gente tem muito a agradecer porque vão ter consultas todos os dias e as demandas vão ser sanadas”.

O programa contribui também para a capacitação dos agentes de saúde com oficinas de telemedicina nas UBSs, além da doação de caixas para o armazenamento de medicamentos. O agendamento das consultas está sendo feito pelos agentes comunitários de saúde, que farão a ponte entre os moradores e médicos.

Durante os atendimentos, os médicos orientam os pacientes e avaliam se o deslocamento para a cidade é necessário. O projeto espera garantir que os ribeirinhos fiquem em isolamento em suas comunidades no período da pandemia. “Pra mim está sendo um desafio. Eu nunca tinha feito telemedicina antes da pandemia. Pra mim está sendo um desafio ainda maior atender a uma população carente, em uma região com uma fragilidade social elevada e está sendo uma honra levar o acesso à saúde nem que seja num primeiro atendimento” – contou o médico, do ClubSaúde, Pedro Roris.

Para o médico e fundador do PSA, a experiência se soma às ações em saúde desenvolvidas pelo Saúde e Alegria há mais de três décadas, possibilitando consultas aos povos da floresta: “Eu tive a grande honra de atender o primeiro paciente por telemedicina na comunidade do Arapiuns e isso é muito importante para essas comunidades. É uma primeira experiência de telemedicina que a gente pretende ampliar e disponibilizar pra todas as UBS comunidade na Amazônia. É mais um passo que estamos dando, que vai ajudar muitas pessoas que estão precisando de atendimento médico, também de especialidades em áreas isoladas que merecem essa atenção” – contou o médico fundador do PSA, Eugênio Scannavino.

Equipe da UBS Parauá e técnicos do projeto. Fotos arquivo JBS

 

 

 

 

 

 

 

 

Fazer o Bem Faz Bem apoia projeto de telemedicina no Pará

Programa contribui com projeto para levar atendimento médico a 4.500 moradores de 25 comunidades ribeirinhas 

São Paulo, 9 de agosto de 2021 – A JBS, por meio do programa Fazer o Bem Faz Bem, realizou doação para projeto de telemedicina que levará atendimento médico a 25 comunidades ribeirinhas da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (Resex), em Santarém-PA. Com a doação de infraestrutura de banda larga de internet e notebooks para as unidades básicas de saúde (UBS) de São Pedro e de Parauá, a população local terá agora acesso a atendimento médico sem precisar se deslocar para regiões mais distantes da reserva. Cerca de 4.500 moradores das comunidades de São Pedro, Parauá e das comunidades próximas terão acesso aos atendimentos.

“Faz parte do nosso compromisso ajudar as comunidades locais e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região. O acesso ao atendimento médico é um desafio para comunidades ribeirinhas devido à distância, mas estamos conseguindo ajudar a superar essa barreira com a tecnologia e capacitação”, diz Fernando Meller, gestor do programa Fazer o Bem Faz Bem.

O programa contribuiu também para a capacitação dos agentes de saúde com oficinas de telemedicina nas UBSs, além da doação de caixas para o armazenamento de medicamentos.

O projeto de telemedicina é uma parceria do Fazer o Bem Faz Bem com o ClubSaúde, Projeto Saúde e Alegria e Prefeitura de Santarém. O projeto está em fase piloto e as comunidades terão atendimento médico especializado com profissionais de outros estados por meio de videoconferência. O agendamento das consultas será feito pelos agentes comunitários de saúde, que farão a ponte entre os moradores e médicos.

Inicialmente, o atendimento de telemedicina dará suporte médico nos casos de Covid-19, síndromes gripais, acidentes ofídicos, gestação de risco e cuidados de pré-natal e doenças crônicas.

Fazer o Bem Faz Bem

Desde o início da pandemia, o programa da JBS destinou R$ 400 milhões para o enfrentamento da Covid-19 no Brasil. O Fazer o Bem Faz Bem já viabilizou a construção de dois hospitais permanentes, além da entrega de 88 ambulâncias, 560 respiradores, 1.612 monitores multiparâmetro, 19 milhões de EPIs, 1.997 camas clínicas e de UTI, 1 milhão de litros de produtos de higiene e limpeza e 560 mil cestas básicas. Também foram realizadas 15 obras de reforma e expansão de unidades de saúde, bem como apoiadas 39 pesquisas científicas e tecnológicas sobre a Covid-19. Mais de 2 milhões de pessoas já foram beneficiadas pelas ONGs que fazem parte do programa.

Além disso, a JBS contribuiu com R$ 5 milhões para a construção da nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan, em São Paulo, e doou 400 cilindros de oxigênio para o enfrentamento da crise de de saúde pública que afetou Manaus no início deste ano.

Sobre a JBS 

A JBS é a segunda maior indústria de alimentos do mundo e a maior companhia no setor de proteínas. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a Companhia conta com mais de 250 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em todos os continentes, em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros. No Brasil, a JBS é a maior empregadora do país, com mais de 145 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 190 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular. A JBS conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, e assumiu em março de 2021 o compromisso de se tornar Net Zero até 2040. Isso significa que a JBS vai zerar o balanço líquido das suas emissões de gases causadores do efeito estufa, reduzindo a intensidade das emissões diretas e indiretas e compensando toda a residual. A JBS foi a primeira empresa global do setor de proteína a estabelecer esse compromisso, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.

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