Safra do mel alcança mil quilos em comunidades do Tapajós, Arapiuns e várzea e segue em coleta em 2026

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Mel de abelhas nativas sem ferrão é alternativa para geração de renda comunitária em territórios da Amazônia paraense 

A produção de mel nas comunidades atendidas pelo Programa Economia da Floresta, do Projeto Saúde e Alegria (PSA), alcançou cerca de mil quilos ao longo de 2025. O volume foi coletado junto às famílias beneficiárias da Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Tapajós (Acosper), em áreas do PAE Ituqui, Quilombo Maria Valentina, PAE Lago Grande e na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.

O volume coletado pelas famílias assessoradas pelo PSA impactou diretamente na renda comunitária ao longo do ano passado. Em 2025, a Acosper adquiriu mais de 2.000 quilos de mel, com investimento de R$ 97.637, envolvendo produtores das três regiões. Somente na região do Arapiuns, a Acosper comprou cerca de 700 quilos de mel, o que resultou em mais de R$ 35 mil pagos diretamente às famílias produtoras.

O coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do programa, Márcio Santos, destacou que safra segue em andamento nos primeiros meses de 2026. “A coleta continua em janeiro e fevereiro, com a expectativa de mais de 600 quilos de mel”, informou.

A meliponicultura integra as estratégias do Programa Economia da Floresta por articular geração de renda e manejo associado à floresta. A organização da produção, o acompanhamento técnico e a comercialização coletiva têm ampliado a participação das comunidades na cadeia do mel, com foco na permanência das famílias em seus territórios e no fortalecimento das economias locais.

O mel coletado nas comunidades abastece a Casa do Mel, instalada no entreposto do Ecocentro da Sociobioeconomia da Acosper Inaugurado em julho de 2024 em Santarém, com instalações voltadas ao processamento, beneficiamento, armazenamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade, incluindo o mel de abelhas sem ferrão. O espaço concentra as etapas de recebimento, armazenamento e preparo do produto para a comercialização, garantindo escala e regularidade à produção comunitária.

Maquinário do setor de processamento de mel.

A Casa do Mel conta com certificação artesanal concedida pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), por meio do Selo de Inspeção Estadual, que habilita a produção e a venda conforme padrões sanitários e de higiene exigidos para alimentos. A estratégia busca integrar produção, beneficiamento e venda, conectando os territórios à estrutura coletiva de comercialização e ampliando a participação das comunidades na cadeia da meliponicultura.

Fotos: Júnior Albuquerque.

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