Profissionais da Atenção Básica que atuam em unidades de saúde de regiões ribeirinhas e quilombolas participaram de capacitação voltada à identificação precoce de cânceres. O treinamento foi realizado no auditório da sede do Projeto Saúde e Alegria (PSA), em Santarém
Nesta sexta-feira (24), foi realizada uma nova formação da estratégia de Educação Permanente em Saúde. O módulo abordou a identificação precoce dos cânceres de colo do útero e de pele, com condução da médica infectologista Carol Porto. Participaram profissionais das regiões do Ituqui, Bom Jardim, João Pereira e Tiningu.
A atividade é apoiada pela Bristol Myers Squibb Foundation e integra o projeto Saúde na Floresta, que visa a prevenção do câncer de colo de útero e de pele dentro da Atenção Primária, promovendo o diagnóstico precoce em populações com acesso limitado aos serviços especializados.
A enfermeira do PSA, Marcela Brasil, destacou o papel estratégico dos agentes comunitários de saúde e dos enfermeiros nesta etapa inicial do projeto, além de antecipar os próximos passos. “Eles estarão fazendo a parte de mobilização comunitária, educação em saúde e, em seguida, a gente entra com a assistência, levando profissionais especialistas em dermatologia e ginecologia para realizar a detecção precoce do câncer de pele e também a prevenção do câncer de colo do útero”, explicou.
Durante a formação, foram apresentados os principais sinais do câncer de colo do útero, identificados por meio do exame PCCU. A atividade reforçou a importância da coleta regular como estratégia de prevenção, destacando que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento.
Nesse contexto, foi enfatizado o papel dos profissionais da Atenção Primária na mobilização da população. Os agentes comunitários de saúde têm função central nesse processo, por serem o principal elo entre as comunidades e as unidades básicas de saúde.
A enfermeira Francisca Sousa, que atua na UBS responsável pelo atendimento das comunidades quilombolas do Bom Jardim e João Pereira, destacou o impacto da ação. “Vai beneficiar todas essas comunidades, onde muitos moradores necessitam fazer a coleta do PCCU, que é um exame de prevenção. Vai ajudar muito, porque será levado até as comunidades, onde muitas vezes esses pacientes têm dificuldade de acesso à UBS. Indo até eles, facilita muito o acesso”, afirmou.
Na sequência, a capacitação abordou os diferentes tipos de câncer de pele, seus fatores de risco e estratégias de identificação precoce. Foi apresentado o método ABCDE utilizado pelo Ministério da Saúde que orienta a observação de sinais suspeitos a partir de cinco critérios: Assimetria, Borda, Cor, Dimensão e Evolução.
O agente comunitário de saúde Gerson Ferreira, com mais de 28 anos de atuação no SUS, ressaltou a importância da iniciativa e da parceria com o Projeto Saúde e Alegria. “Esse treinamento é mais uma parceria do Projeto Saúde e Alegria com as comunidades. É uma oportunidade de ampliar o conhecimento que a gente já tem e levar novas informações para as nossas bases, compartilhando com os comunitários”, destacou.
* Por Stephanie Souza, estagiária do Laboratório de Comunicação Amazônia.






