#6D | Como o Saúde e Alegria tem combatido as mudanças climáticas?

Comprometidos com ação concreta em favor do clima e cumprimento da promessa em 6 de dezembro, nós apoiamos a proposta da Campanha #6D que busca mobilizar organizações da sociedade civil, empresas, governos e pessoas para dar visibilidade a milhares de ações climáticas de alto impacto;

Historicamente, a região do oeste paraense acumulou um passivo de exploração predatória, com a ocupação desordenada, marcada por exploração ilegal de madeira, queimadas da floresta, garimpo, grilagem de terras e, mais recentemente, expansão desenfreada do agronegócio. Essa realidade gera conflitos constantes, impacta os territórios e os direitos das comunidades tradicionais e ameaça o futuro da maior floresta tropical do mundo e respectivamente afeta o clima em todo o planeta.

Diante disso, o PSA atua fortalecendo as representações de comunidades locais para que se articulem em comunidades territoriais, capacitando e assessorando lideranças comunitárias na defesa de suas terras, no controle social das políticas públicas e no bom manejo de seus recursos naturais, para que a Amazônia continue viva para o bem das populações locais, do país e do futuro do planeta.

O que fazemos para combater as mudanças climáticas?

#Reflorestamento – Nos últimos anos, mais de 300 mil mudas de espécies frutíferas e florestais foram produzidas, cerca de 250 hectares plantados, com 650 famílias envolvidas em 55 comunidades para a restauração florestal de suas áreas e combate ao desmatamento da Amazônia;

#Socioambiental – Além de proteger a floresta, os moradores dessas comunidades também integram projetos de geração de renda através de cadeias produtivas da meliponicultura, óleos e sementes, restauração florestal, turismo comunitário e artesanato.

#Saúdecomunitária – O Norte do Brasil é a região com a maior concentração de água doce do mundo. Ainda assim, as populações ribeirinhas amazônicas sofrem com a falta de um sistema de abastecimento e tratamento de água, resultando em condições precárias de vida. Sem água limpa encanada e com os rios poluídos por esgoto (tanto doméstico quanto industrial), doenças de veiculação hídrica, como viroses e diarreias agudas, ainda acometem essas comunidades. Essas doenças, sobretudo as diarreias que causam a mortalidade infantil, estão sendo reduzidas por meio de campanhas preventivas e tecnologias adaptadas de saneamento (sanitários, sistemas de captação, abastecimento e tratamento de água).

Até novembro de 2019, desenvolvemos projetos em 54 comunidades rurais de 4 municípios com distribuição de água encanada para 3.849 domicílios, possibilitando acesso à 12.498 pessoas em 204.108 km de rede hidráulica. Além desse sistema, outras 428 domicílios tiveram acesso à água através da captação da chuva. O saneamento básico com construção de fossas sanitárias chegou para 261 famílias.

#Energianafloresta – A falta de energia elétrica ainda é uma realidade em muitas comunidades da região do oeste do Pará e, além de prejudicar a qualidade de vida das populações ribeirinhas, representa um entrave a seu desenvolvimento socioeconômico. Por isso, o Projeto Saúde e Alegria (PSA) atua também na eletrificação rural, como parte do programa Floresta Ativa de fomento à Economia da Floresta.

#Saúde | No atendimento primário em comunidades ribeirinhas da região, o Projeto Saúde e Alegria (PSA) construiu um novo modelo de atendimento itinerante em saúde. O navio-hospital Abaré I começou a funcionar em 2006, atendendo 15 mil ribeirinhos de áreas remotas do Tapajós, com 93% de resolutividade – ou seja, só sete a cada 100 pacientes encaminhados a serviços de saúde em centros urbanos.

A CAMPANHA

 

A campanha #6D: It’s now tem como objetivo promover a conscientização sobre as mudanças climáticas e a ameaça que elas representam para o futuro da humanidade. E, principalmente, que essa conscientização se traduza na implementação de ações concretas, tanto no nível individual quanto no coletivo. Muitas pessoas e organizações já estão realizando ações em todos os setores e podem registrá-las na lista de ações globais da campanha. Porém a #6D também facilitará novas adesões por meio de um inventário aberto de ações climáticas com possibilidade de implementação em curto prazo.

O #6D promove ações climáticas orientadas a transformar padrões de consumo e produção, restaurar ecossistemas, sensibilizar e estimular a participação cidadã, entre muitas outras ações. As ações podem ser implementadas por organizações, como a realização de ações de reflorestamento e reciclagem, troca de lâmpadas, entre outras. E também podem ser implementadas por indivíduos. Exemplos desse tipo de ações incluem criar petições, coletar assinaturas para promover causas climáticas, plantar arvores, mudar hábitos de consumo, deixar de comer carne ou priorizar a mobilidade a pé, em bicicleta ou em transporte libre de emissões.

O dia 6 de dezembro será um marco na campanha, mas a ações podem ser realizadas em datas anteriores. A campanha estimula não apenas a implementação de ações pontuais em um dia específico, mas também ações e planos climáticos de longo prazo por organismos estatais, civis, empresas e indivíduos. Ou seja, quando se registram no 6D, as pessoas poderão dizer se planejam continuar tomando ação climática, mesmo depois do 6D.

A COP25 será um espaço fundamental para aumentar o impacto. Entre os dias 2 e 13 de dezembro de 2019, líderes do mundo responsáveis pela implementação das medidas necessárias para alcançar a meta do Acordo de Paris irão se reunir no Chile.  Nesse contexto, espera-se que muitas pessoas e instituições de todo o planeta empreendam ações, não apenas na COP25, mas em outros lugares do mundo, e que essa cadeia global seja um sinal de que as pessoas esperam resultados, precisam de negociações e estão dispostas a se envolverem concretamente para alcançar esses resultados.  Nesse sentido, a COP25 é também uma oportunidade para articular vínculos entre governos, empresas, organizações civis e pessoas, visando acelerar as ações.

 

Fotos: Warley Barbosa

Vídeo: Valdenilson Moura.

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