Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU ) e novos membros da presidência do ICMBio visitam a Resex Tapajos /Arapiuns e o Centro Experimental Floresta Ativa

A fim de fiscalizar as ações do ICMBio na Amazônia, a Comissão esteve em Santarém e pôde conhecer também o trabalho feito em parceria na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) na comunidade do Carão, com ênfase no desenvolvimento sustentável.

Sexta feira, 31 de maio

O Tribunal de Contas da União e o Gabinete da Presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) visitaram a Unidade de Conservação para auditoria operacional de identificação de riscos e oportunidades de melhoria de gestão. O objetivo da visita é avaliar as ações desenvolvidas na Resex e compreender melhor os trabalhos implementados junto às populações tradicionais da região.

Durante a viagem, os representantes conheceram o Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA, onde são desenvolvidos projetos pelo Saúde e Alegria com as comunidades que integram programas de capacitação para o uso sustentável dos recursos naturais. “Acho muito importante porque eles puderam ver na pratica algumas ações como opções de economia com a floresta em pé, como o viveiro de mudas para restauração florestal, produção de mel de abelha nativa, hortas, sistemas agroflorestais, biodigestor, reciclagem de lixo para produzir gás de cozinha, e outras tecnologias trabalhadas no Centro que a partir de lá estão sendo replicadas nas comunidades. Também puderam ver na prática como acontece na ponta um dos projetos apoiados pelo Fundo Amazônia e seus rígidos mecanismos de controle na gestão de recursos.“ – explicou o médico fundador do PSA, Eugênio Scannavino.

Localizada na floresta amazônica, a unidade é uma das maiores e mais populosas Reservas Extrativistas do país. Foi escolhida estrategicamente para a auditoria, explicou o Diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, Marcos de Castro Simanovic. O território tem chamado atenção com boas referências em Brasília.

Atuando há mais de 30 anos nas comunidades da Bacia do Rio Tapajós, a ONG Projeto Saúde e Alegria desenvolve programas integrados na área de saúde, meio ambiente, saneamento, energias renováveis, geração de renda, infância e juventude, educação, cultura e inclusão digital. E utiliza a arte, o lúdico e a comunicação como instrumentos de mobilização e participação.

Atende diretamente mais de 150 comunidades da região somando esforços com os governos no desenvolvimento de tecnologias sociais inovadoras de baixo custo e grande eficiência, que possam contribuir para a melhoria de vida das populações atendidas, ao mesmo tempo que se constituem como referências para políticas públicas mais efetivas para região, e assim chegar com maior alcance e resultados nessas comunidades. Já tem diversos exemplos demonstrados, como a criação do Programa Nacional de Saúde da Família Fluvial, estruturado através de barcos hospitais, com base na experiência do Abaré, que inspirou o programa.

“Foi uma oportunidade muito interessante de fazermos chegar informações a esse novo governo das atividades que realizamos aqui nessa parceria que envolve também a Organização Tapajoara que é a concessionária do direito real de uso da Resex, a regional do ICMbio e demais órgãos públicos. Foi uma visita de grande responsabilidade e experiência bastante satisfatória” – destacou o coordenador do programa de empreendedorismo juvenil do PSA – Paulo Lima.

Participaram também da visita o coordenador regional do ICMBio, Carlos Augusto, o gestor da Resex, Mauricio Santamaria e o presidente da Tapajoara, o líder indígena Dinael dos Anjos.

A atividade coincidiu com a capacitação de monitores da biodiversidade do ICMbio e IPÊ, que reuniu professores, diretores e agentes para o monitoramento da caça. Foi entre os dias 27 e 31 de maio no CEFA, uma vez que o Centro tem servido não apenas para as ações do Saúde e Alegria, como também das outras organizações e órgãos públicos parceiros e envolvidos com ações na Reserva.

“A avaliação que a gente faz é que foi uma visita positiva. Eles puderam conhecer projetos de sucesso na Amazônia e ver na prática como funcionam. Os órgãos de fiscalização têm um papel muito importante e contribuem para que a transparência seja priorizada nas relações de parceria do governo com as organizações da sociedade civil”, – reforçou a coordenadora administrativa do PSA, Adriana Pontes.

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