Curso técnico de Manejo de abelhas capacita moradores da região do PAE Lago Grande

Formação técnica de manejo de abelhas nativas foi realizada no período de 16 a 20 de dezembro nas comunidades Laranjal e Carariacá no assentamento Lago Grande. Manejadores também receberam kits para melhor desempenho da atividade;

Nesta etapa a equipe do Programa Floresta Ativa Tapajós desembarcou na região do Lago Grande para capacitar os meliponicultores para a produção de mel e manejo de abelhas nativas.

Essa atividade foi muito rica, porque nós conseguimos capacitar 50 pessoas que já manejam abelhas e fazem parte do programa Floresta Ativa Tapajós onde entregamos 30 kits de manejadores: macacões, botas, espátulas, bomba de sucção, formão. Fizemos levantamento de potencial de produção e descobrimos que na comunidade de Carariacá existem 122 colmeias de abelha jandaíra. Foram aulas teóricas e práticas para o melhoramento da atividade e foi muito importante ver a participação de homens e mulheres – explicou o responsável técnico do PSA, Alexandre Godinho.

A produção de mel é sustentável, colabora para a manutenção da floresta, contribui para o equilíbrio do ecossistema e ainda garante o sustento das comunidades da Amazônia.

 

Projeto de Meliponicultura

Integrante do Programa Floresta Ativa do Saúde e Alegria, o projeto de Meliponicultura ultrapassa manejo de 120 milhões de abelhas no Oeste do Pará. Atualmente são atendidas dezenove comunidades na Resex Tapajós Arapiuns, onze no Pae Lago Grande, quatro na Floresta Nacional do Tapajós- Flona, uma na região do Eixo Forte em Santarém e irá abranger dez na região de várzea, totalizando 45 comunidades com 200 manejadores, 6 mil colmeias e 4 mil litros de mel coletados entre 2018 e início de 2019.

“O manejo de abelhas proporciona qualidade de vida dos manejadores e sustentabilidade ao meio ambiente mantendo a floresta em pé. O projeto tem 6 mil colmeias que são das famílias que são atendidas pelo projeto. Cada colmeia tem entorno de 20 mil abelhas, responsáveis por 90% da polinização da floresta” – contou Godinho.

No Centro Experimental Floresta Ativa, dois modelos de meliponário foram instalados para que sirvam de exemplo e inspiração aos comunitários. Para que a atividade de grande potencial econômico seja a chave para a geração de renda, capacitações frequentes são realizadas, onde além dos conhecimentos, recebem materiais necessários para investir no processamento da cadeia produtiva e garantir segurança e produtividade do trabalho. Itens como macacões, botas, peneiras, baldes, chapéus e embalagens para colocar mel e espátulas são entregues aos manejadores.

 

Fotos: Alexandre Godinho-PSA.

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