Jovens e adolescentes participam de oficinas de comunicação durante atendimentos do Abaré

Além de serviços hospitalares, trabalho de prevenção é realizado durante as rodadas de atendimentos do barco hospital às comunidades ribeirinhas.

No período de 10 a 20 de junho, 37 comunidades da Resex onde moram mais de oito mil pessoas foram visitadas pela unidade hospitalar que oferece serviços de saúde com atendimentos médicos, odontológicos, realização de exames, dentre outros.

Além dos serviços hospitalares realizados pela Secretaria de Saúde e Universidade Federal do Oeste do Pará, as rodadas levam através do Projeto Saúde e Alegria, prevenção por meio das oficinas de comunicação. Durante os encontros, jovens e adolescentes são reunidos para saber de maneira lúdica sobre a própria saúde.

Higiene bucal, bullying, gravidez na adolescência, lixo nos rios e igarapés, contaminação das aguas são temáticas discutidas levando em consideração a Saúde do jovem e do adolescente. Para o técnico do PSA João Romano, as oficinas estão sendo produtivas, e a cada nova rodada os grupos ganham força e vão disseminando a prevenção nas comunidades.

Segundo o médico e fundador do PSA, Eugenio Scannavino as atividades representam um importante passo para a implementação dos atendimentos do barco hospital Abaré: “oficinas de educação comunitárias com as comunidades e com os grupos jovens, usando rádio, jornal, cartaz e circo, para fazer educação em prevenção. Nós estamos agora apoiando com ações complementares ao Abaré que está com o calendário anual, então nós encaixamos essas atividades de treinamentos, capacitações e educação comunitária no calendário dele”.

Barco Hospital

O primeiro barco hospital completa neste ano de 2019, Treze anos de existência. O modelo de saúde básica itinerante virou política pública na Amazônia e no Pantanal em 2010, quando o governo federal lançou a estratégia de Saúde da Família Fluvial, e tornou o modelo navio-hospital uma política com abrangência para as duas regiões.

Com estrutura adaptada a realidade amazônica, o navio-hospital Abaré começou a navegar nas águas do Rio Tapajós em 2006 através do Projeto Saúde e Alegria (PSA), em parceria com as prefeituras locais e com apoio  da ONG holandesa Terre Dês Hommes (TDH), então sua proprietária. Nesse primeiro contato, foram aproximadamente 15 mil ribeirinhos de 72 comunidades das áreas rurais dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro que passaram a ter acesso regular aos serviços básicos de saúde, com visitas a cada 40 dias, percorrendo longas distâncias e chegando em locais praticamente excluídos da rede pública.

Com 93% de resolutividade – apenas 7 a cada 100 pacientes sendo encaminhados para os centros urbanos- a exitosa experiência tornou-se objeto de estudo do Ministério da Saúde, para então lançar em 2010 a política de Saúde da Família Fluvial para levar, através de barcos de atendimento, serviços regulares de saúde e prevenção para brasileiros que vivem em locais isolados.

A partir dela, o ministério faz repasses federais diretos aos municípios da área de abrangência, que giram em torno de um milhão e cem mil reais anuais por embarcação. São destinados para uso exclusivo das unidades de atendimento no apoio às despesas com combustíveis, medicamentos, tripulação, equipe médica, entre outras necessidades.

 

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