Manejadores de andiroba estimam coleta de 30 toneladas em 2021

Fase é de planejamento para os extrativistas;

Em continuidade à estratégia de consolidação da economia da floresta, representantes dos manejadores de andiroba da Floresta Nacional do Tapajós se reuniram para discutir as próximas etapas em organização para a safra 2021. Há mais de vinte anos moradores das comunidades São Domingos, Pedreira e Nazaré na região da Flona em Belterra praticam o manejo da espécie florestal na região.

Após visita às comunidades, reunião com diretores da Coomflona e da Federação, um novo encontro de planejamento foi realizado com participação da gestão da Floresta Nacional do Tapajós,  Federação da Flona, representantes das comunidades e do Projeto Saúde e Alegria. Na ocasião foram definidas as estratégias de organização da base de apoio Terra Rica do quilômetro 67, para utilizá-lo no armazenamento de sementes para posterior envio à Natura.

II reunião de planejamento de coleta da andiroba.

Segundo o engenheiro florestal do PSA, Steve Mcqueen, o momento foi oportuno para discutir reforma e programar o inventário necessário para mapear as andirobeiras disponíveis na unidade de conservação: “Nós precisamos fazer para saber ao certo a quantidade de árvores que existem para nos programarmos a partir da ida em campo”.

Em 2020, trinta e oito famílias das três comunidades na Flona extraíram 7,5 toneladas de amêndoas de andiroba. O óleo extraído das amêndoas, é a matéria prima para empresas de cosméticos que incentivam as organizações comunitárias na manutenção da floresta em pé, como a Natura. Para 2021 a previsão é quadruplicar a colheita: “A coleta foi boa, mas abaixo da expectativa. A expectativa é que no próximo ano possamos coletar cerca de 30 toneladas. Pra isso é preciso se antecipar com esse foco”.

Foto: Steve Mcqueen/PSA.

Com o planejamento, os extrativistas estão aprimorando as técnicas de beneficiamento, secagem da semente e armazenamento. Para a extrativista Carol Paz, da comunidade São Domingos a cadeia produtiva tem melhorado com as capacitações e incentivos. Para próximo ano, os extrativistas acreditam no crescimento da atividade: “Estamos com uma expectativa muito grande para esse ano de 2021. Vamos continuar firmes e ansiosos para nossa próxima colheita”.

Economia da floresta | Cadeias da sociobiodiversidade

As ações do Projeto Saúde e Alegria (PSA) visam contribuir para a inclusão das comunidades no mercado de produtos da sociobiodiversidade, com a adequada repartição de benefícios e a preservação da floresta.

O trabalho de assistência técnica desenvolvido pela equipe do PSA  está focado na organização e no fortalecimento de associações e cooperativas. As cadeias produtivas da sociobiodiversidade que ganham destaque, por terem maior potencial na região oeste do Pará, são a meliponicultura, a produção de óleos e essências e a agricultura orgânica.

Foto: Steve Mcqueen/PSA.

O PSA ajuda a consolidar práticas inovadoras e sustentáveis de produção de matéria-prima e beneficiamento que, unidas aos saberes tradicionais, agregam valor aos produtos da atividade extrativista e agrícola das famílias, atendendo mais adequadamente a empresas com o potencial de comprá-los.

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