Projeto Crianças com Saúde e Alegria promove oficinas de mapeamento sobre primeira infância na Amazônia 

Atividades foram realizadas no período de 18 a 22 de julho em três comunidades da Resex Tapajós Arapiuns em Santarém 

As aldeias Vista Alegre e Solimões e comunidade Pedra Branca na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, receberam a equipe da Educom do Projeto Saúde e Alegria na última semana. Os encontros destacaram a temática “Ser criança na Amazônia” e contaram com a participação de grávidas, famílias de crianças menores de 6 anos, ACS, técnicos, enfermeiros, professores da primeira infância, gestores e lideranças locais. Durante as dinâmicas, os participantes foram convidados a refletir temas necessários ao desenvolvimento das crianças.

“O objetivo é promover o desenvolvimento saudável da criança na primeira infância de 0 a 6 anos. Para isso nessa primeira etapa estamos colhendo informações. Construindo junto com as comunidades e aldeias informações sobre o que é ser criança dentro desse contexto de Amazônia, florestas. Como essas crianças vivem e a que direitos elas têm acesso” – explicou a assistente social do PSA, Ananda Pacheco.

Crianças, jovens e adultos participam das atividades colaborativas nas comunidades da Resex. Fotos: Pedro Alcântara/PSA.

Através de diversas metodologias como círculo de diálogo e rodas de conversa, os técnicos coletam informações para elaborar uma diretriz com o panorama do ser criança na Amazônia. A iniciativa busca promover o desenvolvimento saudável da primeira infância nas comunidades da bacia do Rio Tapajós, diminuindo doenças, favorecendo o crescimento e desenvolvimento, estimulando o aprendizado e o fortalecimento de vínculos familiares.

Segundo a pedagoga do PSA, Adma Guimarães, é fundamental investir nessa fase da vida para o desenvolvimento adequado desse público: “A infância é crucial pra criança, porque uma criança que não tem infância, se torna um mini adulto e se torna uma criança que tem o seu desenvolvimento ceifado ali. Quando se possibilita essa criança viver a plenitude do ser criança, a gente tem um desenvolvimento saudável” – destaca.

O projeto atua especialmente na faixa etária da primeira infância que vai dos 0 aos 6 anos, incluindo também o acompanhamento de mulheres grávidas. Nesta etapa o projeto está voltado para mobilizar as comunidades e para realizar um diagnóstico sobre a realidade da primeira infância. São encontros com muita ludicidade e animação, coordenados pela equipe de Arte Educação do PSA, comenta Elis Lucien: “O trabalho da arte educação do PSA se mescla com as oficinas temáticas do PSA seja nas áreas de saúde, educação, saneamento, meio ambiente e comunicação e educação. Nós levamos uma oficina pra comunidade e vamos discutir sobre saúde da criança, saúde do idoso, clima, microssistema de água. E a arte educação faz com que esse tema fique suave para as crianças e adolescentes”.

Durante os encontros, técnicos e educadores do projeto estão identificando a situação das cinco comunidades, como os pais cuidam dos seus filhos, práticas de higiene, saúde, alimentação, serviços que são e não são realizados nas regiões e os motivos, para mapear as condições para a primeira infância nos territórios.

“Nós discutimos sobre a primeira infância. O que é preciso para uma criança se desenvolver, o que impede uma criança de ter um bom desenvolvimento. Foi um momento único, onde nós aprendemos muito juntos. Principalmente falamos sobre as políticas públicas que as crianças não têm acesso porque moram longe das áreas urbanas. Falamos sobre a inclusão dessas crianças que precisam na escola e as crianças que só entram com cinco anos na escola. Falamos sobre os direitos que estavam sendo violados dentro da aldeia” – Estela Kumaruara, aldeia Solimões.

“Eles também procuram entender a nossa realidade. Do que nós vivenciamos no passado e o que pode melhorar ainda mais, principalmente nas questões de ambiente familiar, alimentação, saúde. Isso é fundamental. A gente está contando com essa parceria do PSA e Semsa Santarém” – Alex Tufi, ACS Pedra Branca.

“Falamos sobre violência, respeito e acompanhamento das nossas crianças. Voltamos lá quando a gente era pequeno para resgatar aquilo que nós fizemos na nossa infância e hoje nós não ensinamos para os nossos filhos” – Leida Santos, moradora de Suruacá.

Após o diagnóstico, serão lançadas campanhas de educação e prevenção. O projeto conta com o apoio da Porticus – uma organização internacional que administra e desenvolve os programas filantrópicos, lutando por um futuro justo e sustentável, onde a dignidade humana possa florescer.

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