Sistema de água potável e saneamento chega à Costa do Aritapera

Tecnologia social de captação de água da chuva foi entregue durante cerimônia na comunidade da várzea de Santarém. Nesta etapa, o programa Cisterna beneficiou dez famílias ribeirinhas

A assinatura do termo de recebimento é para os comunitários um momento de enorme satisfação e expectativa de uma saúde melhor. As instalações dos sistemas de captação de água da chuva, pias para a cozinha e banheiros, já representaram uma mudança na rotina desses moradores que comprometiam parte do dia no transporte de água do rio em baldes para abastecer as casas.

“A nossa comunidade estava passando a maior dificuldade com relação a carregar água. Com esse reservatório favoreceu muito e a gente agradece” – contou o pescador Edil Rivelino.

Os serviços de construção iniciaram em três de abril e terminaram em sete de maio. Localizada no Pae Aritpera, a comunidade Costa do Aritapera tem 40 famílias e mais de 80 moradores que sobrevivem da pesca artesanal. Rainere Soares destacou que os banheiros possibilitaram um conforto jamais imaginado: “E agora a gente tem um banheiro bom, com qualidade. Porque a gente utilizava aquele mais antigo e vai melhorar muito a vida da gente”.

Nesta comunidade, o programa Cisterna proporcionou a construção de sistemas autônomos multi-uso para a captação de água da chuva e acesso à saneamento básico com a entrega de banheiros com vaso sanitário, pia e pia de cozinha.

Sobre a iniciativa

O programa Cisterna faz parte da chamada pública do Ministério do Desenvolvimento Social que em Santarém é gerido por nós do Projeto Saúde e Alegria, e na várzea a Sapopema executa as construções que, nesta segunda etapa, concluiu a construção de dez unidades em Costa do Aritapera e prevê quinze em Santa Maria do Tapará.

O presidente da Sapopema Antônio José Bentes ressaltou que a escolha da comunidade atendeu a requisitos, dentre eles o acompanhamento de assistência da entidade à região: “foi nesse trabalho de estar com vocês que a gente observou que além dos projetos de ordenamento, de melhoria da atividade econômica em torno da pesca, que nós percebemos a importância de trazer esse benefício”

O gestor de água do PSA, Carlos Dombroski destacou o trabalho de levar água potável às comunidades distantes: “O Saúde Alegria desenvolve um trabalho voltado para o saneamento básico comunitário, onde as políticas públicas não chegam o PSA está presente através do Programa de Água e Energias Renováveis. Hoje nos temos 52 comunidades que nós fizemos a parceria, acompanhamos e construímos sistemas de água. São mais de 4.600 famílias, mais de 16 mil pessoas que tem torneiras em casa. Se fosse somar toda a rede hidráulica são mais de 215 quilômetros. Maior que a própria rede hidráulica da cidade. É um trabalho de formiguinha que vai chegando na comunidade.”

Para o presidente da associação comunitária Aldo Marcião, a cerimônia marca uma nova fase na vida da comunidade: “É uma satisfação muito grande pra eles que vão ter uma vida de qualidade. Nós como comunitários estamos muito satisfeitos”. A execução dos serviços contou com a parceria da Colonia de Pescadores Z-20 e Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca.

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