ECONOMIA DA FLORESTA

Unidades Socioprodutivas

A infraestrutura que garante o avanço de grande parte dos empreendimentos relativos à Economia da Floresta (Floresta Ativa) se concentra nas Unidades Socioprodutivas, uma estratégia de longo prazo que o Projeto Saúde e Alegria (PSA) estabeleceu em 2013 para impulsionar as diferentes atividades econômicas das comunidades ribeirinhas no oeste do Pará.

As Unidades Socioprodutivas são polos de referência onde tecnologias sociais são criadas e testadas, para depois serem implantadas nas comunidades. Tais experimentos são diversificados e interdisciplinares, mas têm em comum o viés de conservação ambiental, inclusão social e elevação de renda das famílias.

E essa estratégia não se limita às populações atendidas, pois tudo o que é feito nas Unidades Socioprodutivas é replicável em qualquer outra área da Floresta Amazônica, em comunidades isoladas ou não.

Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA)

A primeira Unidade Socioprodutiva construída pelo PSA foi o Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), inaugurado em 2016 na Comunidade do Carão, na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns – a Resex mais populosa do Brasil, com cerca de 22 mil habitantes de aproximadamente 70 comunidades, ocupando uma área de 650 mil hectares. Criado a partir da soma de esforços iniciadas em 2013 entre o Projeto Saúde e Alegria (PSA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Organização das Associações e Moradores da Resex Tapajós-Arapiuns (Tapajoara), bem como moradores e associações locais, O CEFA é o berço do programa Floresta Ativa, coordenado pelo PSA.

O CEFA é um espaço modular que integra unidades demonstrativas de permacultura e agroecologia, além de oferecer à comunidade do entorno uma programação constante e diversificada de cursos e capacitações, funcionando como um centro de formação e de tecnologia onde são realizados eventos institucionais e comunitários.

O CEFA também é um modelo demonstrativo de bioconstrução, com eficiência energética, tratamento adequado de resíduos, aproveitamento da luz do dia e da ventilação natural, e reaproveitamento da água da chuva. Assim, suas instalações têm baixo impacto ambiental e valorizam os saberes dos povos nativos.

Polo Ecoprodutivo Jaguari e EcoCentro
de Economia da Floresta

Com a experiência acumulada no CEFA, o PSA está trabalhando em mais duas Unidades Socioprodutivas: o Polo Ecoprodutivo Jaguari, localizado na Floresta Nacional (Flona) Tapajós e que fomentará cadeias produtivas não madeireiras na região; e EcoCentro de Economia da Floresta, um showroom na cidade de Santarém para a comercialização do que é produzido nos dois outros polos. Com isso, o Floresta Ativa pretende contribuir para a elevação do faturamento com produtos da biodiversidade.

A construção e gestão do EcoCentro envolverá parcerias com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Prefeituras Municipais, as Organização das Associações e Moradores da Resex Tapajós-Arapiuns (Tapajoara), a Associação dos Produtores Rurais Extrativistas da Margem Esquerda do Tapajós (Apruspebras), a Federação da Flona Tapajós, a Cooperativa Mista da Flona Tapajós (Coomflona), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR/STM) e ACO, entre outras entidades.

ECONOMIA DA FLORESTA

Unidades Socioprodutivas

Mulheres Empreendedoras da Floresta

Agroecologia e Reposição Florestal

Cadeias da Sociobiodiversidade

Turismo de Base Comunitária e Artesanato

Energias Renováveis

Incubadora de Negócios Socioambientais

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