Kits serão entregues para manejadores de abelha do Lago Grande

Projeto Floresta Ativa Tapajós distribuirá cinquenta kits para que os produtores de mel da região possam atuar com segurança e higiene na coleta do produto;

Incentivar a produção sustentável do mel e impulsionar a geração de renda para populações da Amazônia é um dos objetivos do Floresta Ativa. Atualmente, comunitários de trinta e cinco comunidades das regiões da Resex, Flona e Lago Grande recebem capacitações frequentes para atuação com Meliponicutura.

Meliponicultura: mapa de atuação do PSA.

As comunidades da Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns e Floresta Nacional do Tapajós receberam cinquenta kits no primeiro semestre no ano. Durante encontro realizado nos dias 16 e 17 manejadores de Murui na região do PAE Lago Grande receberam o anuncio de que neste segundo semestre, os kits serão distribuídos na região. “Botas, macacão, perneira, peneira, baldes, espátulas, formão, bomba de sucção e outros utensílios compõem os kits” – contou o técnico do PSA, Alexandre Godinho.

Foto: Elis Lucien/PSA.

Na assembleia, os comunitários receberam informações sobre o cronograma do projeto Floresta Ativa Tapajós no PAE Lago Grande, processo de construção do Ecocentro e levantamento de informações sobre os manejadores na região. “Vão ser feitos cursos em técnicas de manejo e aprimoramento da atividade nas comunidades do assentamento PAE Lago Grande” acrescentou Godinho.

Produção de Mel de Abelha nativa

Levantamento feito pelo PSA com 50 manejadores da Resex, Flona, Eixo Forte e Lago Grande apontou produção de mais de mil e seiscentos litros de mel das abelhas jandaira e canudo. A atividade de grande potencial econômico é também a chave para a geração de renda para os comunitários aliando o cuidado ao meio ambiente. O levantamento feito com manejadores da Floresta Nacional do Tapajós, Eixo Forte, Resex e assentamento PAE Lago Grande apontou que esses cinquenta produtores manejam 1.700 colmeias de abelhas das espécies canudo e jandaira que produziram 1600 litros de mel no período do início do ano de 2018 até maio de 2019.

Foto: Samela Bonfim/Arquivo.

Os dados foram coletados durante o intercambio do mel realizado pelo Saúde e Alegria na comunidade Anã nos dias 27 e 28 de maio. O encontro promoveu o diálogo entre os profissionais para apresentação de experiências para que contassem como estão desenvolvendo o manejo, onde vendem o mel e como está o mercado consumidor para o produto.

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