Economia da Floresta - Floresta Ativa

O Floresta Ativa é uma plataforma de oportunidades socioeconômicas voltadas ao manejo sustentável da floresta, fortalecendo cadeias produtivas que aproveitem melhor os potenciais existentes na Amazônia para empreendimentos agroecológicos e florestais, bioeconomia e de serviços ambientais que contribuam para a redução do desmatamento e das emissões de CO2 e, ao mesmo tempo, promovam segurança alimentar, elevação da renda e inclusão social das comunidades envolvidas.

As bases históricas da economia das comunidades tradicionais amazônicas são a caça, a pesca, o extrativismo e a agricultura de subsistência, geralmente com pouca circulação de dinheiro. Esse modelo vem sendo pressionado por novos ciclos econômicos (baseados na monocultura e na exploração minerária e madeireira), que, na forma como são implantados, têm aumentado os processos de ocupação predatória e o desmatamento ao invés de melhorar os índices de desenvolvimento socioeconômicos da região.

A Amazônia tem potencial para suprir o país com seus recursos naturais, mas são necessárias novas referências para uma economia que pense o futuro e que veja o meio ambiente como potencial e não como empecilho. Enfim, uma economia da floresta em pé. Nosso país é um dos maiores detentores de ativos naturais do planeta: 60% do bioma amazônico está no Brasil, com expressiva diversidade sociocultural e importância estratégica crescente em tempos de mudança climática, busca por economias de baixo carbono e acordos internacionais para a distribuição dos benefícios da biodiversidade e serviços ecossistêmicos.

Se manejados de forma sustentável, esses recursos podem garantir o futuro do Brasil e do planeta. Para tanto, é necessário transitar do atual sistema para práticas mais modernas, eficientes e amigáveis ao meio ambiente, nos quais se produz mais com menos terra – com menos desmatamento.

As iniciativas do PSA nessa área são voltadas ao empreendedorismo sustentável, buscando promover a Economia da Floresta de Base Comunitária no desenvolvimento regional, com o intuito de elevar a renda das famílias ribeirinhas a partir do melhor aproveitamento dos produtos do agroextrativismo, da agricultura familiar, da bioeconomia e de serviços ambientais. Esse trabalho tem garantido o bom manejo dos recursos naturais de seus territórios e a manutenção da floresta em pé.

Parceria e Populações Participantes

Articulado em parceria com organizações locais, o Floresta Ativa foca as populações rurais extrativistas em Projetos de Assentamentos Agroextrativistas  (PAEs), Unidades de Conservação (UCs), Territórios Indígenas (TIs) e Territórios Quilombolas (TQs) do  oeste paraense, uma das regiões mais pressionadas da Amazônia, com aumento de desmatamentos, de queimadas e de conflitos socioambientais.

Unidades Socioprodutivas

Uma estratégia de longo prazo para impulsionar as diferentes atividades econômicas dos povos floresta: polos de referência onde tecnologias sociais são criadas e testadas, para depois serem implantadas pelas comunidades. O primeiro foi o Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), e mais dois estão em implantação: Polo Ecoprodutivo Jaguari e EcoCentro de Economia da Floresta.

Agroecologia e Reposição Florestal

O apoio à implantação de modelos agrícolas sustentáveis engloba desde distribuição de mudas de espécies frutíferas e florestais até assessoria técnica a produtores, incluindo capacitações e formações. O projeto tem o objetivo de recuperar áreas degradadas nas comunidades e, ao mesmo tempo, fortalecer agricultura familiar.

Cadeias da Sociobiodiversidade

As comunidades são inseridas no mercado de produtos da sociobidiversidade por meio de ações que abrangem toda a cadeia produtiva: diagnóstico de demandas e de potenciais ofertas; combinação de práticas inovadoras e sustentáveis aos saberes tradicionais; estruturação de planos de negócios; apoio à comercialização; entre outras. Meliponicultura, produção de óleos e essências e agricultura orgânica são as cadeias que ganham destaque.

Turismo de Base Comunitária e Artesanato

Turismo e artesanato são trabalhados com viés sociocultural e também ambiental. Ao desenvolverem o turismo comunitário, as populações se apropriam da atividade turística na Amazônia, que passa a ser ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa. Dinamizado pelo turismo, o artesanato é fortalecido pelo resgate de técnicas tradicionais, pela extração sustentável de matérias-primas e pelo apoio ao empreendedorismo.

Energias Renováveis

Essencial para a qualidade de vida e para a economia da floresta, a eletrificação das comunidades usa sistemas fotovoltaicos adaptados à sua realidade. Gradativamente, os geradores a diesel, poluentes e caros, são substituídos por sistemas que transformam a luz do sol em energia elétrica limpa. E as comunidades são capacitadas para fazer a manutenção e gestão de sua eletricidade.

Incubadora de Negócios Socioambientais

O modelo de incubação de startups é adotado para que os projetos fomentados pelo Floresta Ativa resultem na expansão sólida, autônoma e de longo prazo da Economia da Floresta. Também são oferecidos cursos profissionalizantes e capacitações em diversas áreas, além de oficinas para o desenvolvimento de tecnologias próprias.

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Financiadores

O Floresta Ativa tem apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo Amazônia. Aprovado em 24 de julho de 2018, com prazo de execução de 36 meses, o projeto tem investimento total previsto de R$ 12.493.011.

A colaboração do Fundo Amazônia/BNDES é articulada a convênios de contrapartida setoriais, como a Fundação Mott (Energias Renováveis), a Avina (Água), o Ministério da Cidadania (Saneamento) e Caritas-Suíça (Empreendedorismo Juvenil), além de outros de menor porte. A partir de 2020, contaremos com o apoio do Criança Esperança.

Acesse aqui o contrato de colaboração financeira do projeto.

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